A função do jovem no século XXI

Enviada em 20/06/2020

Na segunda metade do século XX, a Terceira Revolução Industrial e Informacional despontou novas tecnologias de informação e comunicação (TICs), que facilitaram compras, vendas, circulação de dados e propagandas. Infelizmente, essas, tornam os jovens mais alienados e conformistas, os quais têm seus interesses moldados pela mídia que inibi questionamentos, superficializa o pensamento e deprecia reflexões profundas.

Em primeiro lugar, deve-se destacar que a falta de interesse do jovem pela política é motivada pela desilusão - causada por governos anteriores.  Assim como a falta de identificação com os partidos, entendida pela ausência de representatividade, já que apenas 1,6 por cento dos cargos parlamentares são ocupados por indivíduos entre 20 e 29 anos segundo o Fundo de População das Nações Unidas. Ademais, há uma enorme exclusão da juventude das periferias, visto que muitos não possuem acesso a informação e ficam a margem da restrição informacional.

Além disso, a preocupação excessiva da mídia em divulgar produtos e estilos de vida, na forma de “marketing”, para dessa forma alcançar a felicidade, limita o pensamento. Ao passo que essa, não incita questionamentos políticos nem motiva o combate ao ódio disseminado nas ruas e nas redes sociais, situação que deveria ser revertida já que incentivos virtuais moldam comportamentos das pessoas na sociedade, célebre argumento do filósofo francês Pierre Lévy.

Portanto, diversos desafios e obstáculos permeiam as novas gerações para a construção de um mundo justo e pacífico. Logo, o Ministério da Educação deve propor uma reforma educacional nas escolas a partir da sexta série aproveitando as ciências humanas e linguagens, ao incluir nesses materiais incentivo ao questionamento a fim de tornar os estudantes melhores cidadãos. Outrossim, as mídias digitais devem por meio de propagandas incentivar os jovens a participarem ativamente na política para assim, lutar por seus direitos e conseguir um futuro melhor.