A função do jovem no século XXI

Enviada em 30/03/2021

A juventude é caracterizada como fase das tomadas de decisões, transformações e mudanças mais importantes da vida, pois é uma etapa de transição entre a infância e a fase adulta, onde o indivíduo busca alcançar sua autonomia e responsabilidade plena. No entanto, o jovem tem se esquecido sobre seu verdadeiro papel desempenhado nos assuntos sociais, bem como na política. Nesse sentido, entende-se a necessidade de estabelecer vínculos permanentes com os adolescentes em assuntos efetivos da sociedade.

Em uma primeira análise, vale ressaltar a participação primordial de estudantes e universitários contra o Regime Militar em setembro de 1992. Vestidos e pintados com as cores da bandeira do Brasil, foram para as ruas protestar e apoiar o impeachment de Fernando Collor de Melo por indícios de corrupção. De acordo com dados coletados da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no dia 16 de agosto de 1992, em São Paulo e no Rio de Janeiro, a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes (UBES) foram as principais entidades responsáveis por articularam os mais de 10 mil jovens que participaram destes protestos. As forças dos movimentos sociais e estudantis se mostraram resistentes, e com o apoio da mídia na época, conseguiram o impeachment de Collor. Desse modo, deixando comprovado que a participação do jovem em assuntos sociais é de extrema importância, pois além de ser um ser pensante, está na idade da formação de seus ideais, podendo contribuir de forma positiva tanto em debates como em manifestações.

Destarte, o desinteresse do jovem pela política atualmente, vem causando preocupações em cientistas políticos. Devido ao pouco conhecimento e ao estímulo escasso da família e das mídias, os adolescentes acabam passando despercebidos e não tomando frente de liderança nas participações eleitorais. Em prova disso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) informou que 147,9 milhões de brasileiros poderiam votar nas eleições municipais do ano de 2020. Desse total, 1.030.563 eram jovens de 16 ou 17 anos, o equivalente a 0,7% do eleitorado. Nas eleições de 2016, esse número era de 2,3 milhões, representando 1,61% do total de eleitores.

Em vista dos fatos descritos, é necessário que o Ministério da Educação e Cultura (MEC) propunha cursos, palestras e campanhas de forma virtual e gratuita, pois atualmente a internet se demonstra como um dos meios de comunicação mais utilizados no mundo, proporcionando uma globalização muito ágil. Logo, com o acesso facilitado à internet, acredita-se que a educação política passará a se tornar mais discutida na juventude, gerando assim, uma maior procura e interesse sobre o tema.