A função do jovem no século XXI

Enviada em 30/03/2021

“O sujeito é constituído por identificações advindas da cultura em que está imerso”. Assim disse Sigmund Freud, criador da psicanálise, que tem sua tese cabível no que se diz respeito sobre a relação do jovem com a política. Tal questão reflete o descontentamento geral com a democracia brasileira, que causa o crescente abandono da vida política por parte da juventude. Este tema é um desafio ao poder público, à sociedade e às instituições de educação. E sua não solução pode se tornar uma ameaça à democracia, causando o aumento do número de jovens com tendências anarquistas, assim como desobediência civil.

Primeiramente, é importante destacar que o número de eleitores menores de 18 anos caiu pela metade entre 2016 e 2020, segundo o Correio do Povo. De acordo com o especialista em Direito Eleitoral Tony Chalita, tal fato foi causado também pela pandemia, mas principalmente pela cultura de ridicularização da política brasileira, divulgada pela internet e por meios verbais, onde o jovem tem grande participação.

Em segundo lugar, a tradição pública também afasta a juventude da política. Um exemplo desta é a idade mínima para ser presidente da República no Brasil, que é de trinta e cinco anos segundo a Constituição de 1988. Além disso, a média de idade do Senado é de 58 anos, segundo a Rádio Senado.

Logo, é indispensável que o poder público intervenha, por meio de campanhas que tenham como objetivo desmascarar a ideia do “conselho de anciãos”, divulgando meios que os jovens possam participar ativamente na vida política. Cabe ao estado, também, a criação de projetos de emendas constitucionais, para a retirada de barreiras de idade nos cargos públicos. Por fim, as escolas, junto à sociedade, devem educar os adolescentes sobre seu papel como cidadãos, promovendo debates e explicando detalhes sobre o funcionamento das instituições públicas.