A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 03/03/2026

A escravidão na sociedade brasileira durou quase 400 anos, com o Brasil sendo o último país ocidental a abolir o sistema em 13 de maio de 1888. Observa-se que, centrada na exploração de africanos e indígenas, a mão de obra escrava foi motor econômico da colônia e império. Em razão disso, marcou a estrutura social, gerando profundas desiguldades como o racismo estrutural e a exclusão. Assim, deve-se discutir o processo de formação da sociedade brasileira e a necessidade de políticas de reparação histórica.

Em um primeiro momento, é necessário ressaltar que a miscigenação e a pluralidade etnico-cultural, resultante do encontro forçado e, posteriormente, contínuo entra povos indígenas nativos, colonizadores portugueses e africanos escravizados criou uma nação multirracial. Além disso, a desigualdade social e a desvalorização de trabalho braçal são sequelas diretas desse processo, com isso, o Brasil ainda lida com o trabalho análogo à escravidão. Dessa forma, o racismo é uma sequela da escravização e precisa ser combatido.

Sob outra ótica, é necessário a compreensão acerca da importância da criação de políticas públicas. O racismo estrutural perpetua desigualdades econômicas, sociais e educacionais herdadas de séculos de escravidão, com isso, a reparação histórica visa não apenas combater atos individuais, mas corrigir as desvantagens sistêmicas enfrentadas pela população negra, indígena e quilombola. Logo, compreende-se a urgência no enfrentamento desse cenário.

Em suma, conclui-se que conhecer as raízes do processo de formação do Brasil e os fatores que perpetuam a desiguldade é necessário para o avanço social. Portanto, cabe ao Estado, por meio de uma parceria com o Ministério da Educação, desenvolver uma grade curricular obrigatória nacional focada nos processos de formação brasileiro. Portanto, por meio de aulas de história organizadas de forma progressiva, focada na colonização, escravidão e diversidade social, assim como, palestas nas escolas sobre o combate ao racismo, realizada por professores e sociólogos. Por fim, essas medidas visam a estimular o fim do racismo estrutural e a busca pela equidade racial.