A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 27/09/2019

Nos últimos anos, é cada vez mais evidente os casos noticiados de escravidão no contexto mundial. Desde o século XIX, a Lei Áurea de 1888 formalizou o fim da escravatura no Brasil, porém, na contemporaneidade há práticas semelhantes que caracterizam a chamada escravidão moderna. Se por um lado, isso ocorre por conta das raízes históricas impregnadas na sociedade; por outro, existe ainda a persistência da pobreza distribuída pelo território brasileiro.

No que se refere a herança histórica, temos a violência aplicada nas relações de trabalho. Desse modo, tal fato expressa no Brasil a principal causa, regiões do cerrado e da Amazônia através do agronegócio e mineração, muitas empresas violam os artigos 4 e 5 da Declaração dos Direitos Humanos, das quais tratam da proibição de qualquer forma de escravidão e tortura, respectivamente. Sendo assim, quase 36 milhões de pessoas vivem em situação de escravidão moderna, o equivalente a 0,5% da população mundial e o Brasil abriga cerca de 156 mil (site BBC,2014).

A partir disso, também vem a pobreza que desempenha papel, importante na manutenção dessa problemática. Dessa maneira, 7.4 milhões de brasileiros estão na pobreza, a fatia dos miseráveis do total de pobres saltou de 15,4% para 23%, no período entre 2014 e 2017 (Folha de São Paulo, 2019), o que implica, na escravidão contribuir com os impactos sócio-político-cultural (site, ONU, 2018). Desta forma, “a educação é o principal agente de transformação em uma sociedade”, em analogia a Nelson Mandela a educação é, consideravelmente crucial nesse combate.

Portanto, o Estado por meio do Ministério da Educação deve fortalecer suas políticas públicas de inclusão. Sendo assim, os sistemas de cotas aos negros, indígenas e de baixa renda, por exemplo, precisam ser alinhados ao acesso que essas pessoas tem a educação básica, ou seja, um ensino de qualidade nas escolas públicas. Com base nisso, haverá menos desigualdades sociais, pois surgirá uma sociedade prol aos direitos humanos, e consequentemente, a pobreza será fortemente combatida.