A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 14/09/2019
No Brasil, a escravidão foi a principal mão de obra da economia desde a Colônia até o Império. Nesse cenário, é possível notar que, mesmo após a abolição da escravatura, o negro continuou sendo marginalizado e vítima de violência e desigualdade social. Ademais, a falta de planejamento para promover a inserção desses cidadão na sociedade é um sinal de relapso e negligência do Governo.
Historicamente, o trabalho escravo persistiu durante mais de 300 anos e se consolidou como base da economia brasileira. Assim, as principais vítimas desse sistema são os negros trazidos da África que constituíam a maior parcela da população. Apesar de extinta a escravidão no país, esses indivíduos ainda são esquecidos pela sociedade e raramente tem acesso à educação, bons empregos e moradia segura. Além disso, o preconceito étnico impera no Brasil, fato que se justifica pela desigualdade social existente entre negros e brancos.
Outrossim, segundo a Constituição é dever do Estado fornecer segurança aos cidadãos, independentemente de suas características físicas. No entanto, percebe-se que as diretrizes desse órgão não são respeitadas. Segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas (IPEA), comprovou-se que de cada 3 assassinatos no país 2 deles são de pessoas negras. Desse modo, fica evidente que a população afro descendente permanece sendo vítima de violência na sociedade brasileira.
Fica claro, portanto, que a escravidão deixou marcas profundas no país. Dessa forma, cabe ao Governo criar ações afirmativas na educação primária, com o intuito de minimizar a raiz do problema da desigualdade social. É necessário, ainda, combater a violência contra a população negra, por meio de palestrar na academias de polícia e propagandas de mídia que valorizem a igualdade racial e derrubem o preconceito étnico.