A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 22/09/2019

Desde os tempos de colonização a escravidão esteve presente no Brasil. Após a Lei Áurea em 1888, os negros foram oficialmente libertados, porém, ainda hoje, existem formas modernas de escravidão, como situações que atentam contra a dignidade e a liberdade do trabalhador. No Brasil, vários são os fatores que contribuem para perpetuar esse tipo de trabalho como: a flexibilização de leis punitivas, falta de oportunidades para trabalhadores com baixo grau de escolarização e até mesmo a falta de consciência do tipo de trabalho que são submetidos.

Segundo o Ministério do Trabalho os setores que mais são afetados são de extração de minérios, construção civil, agricultura e pecuária. Tais setores envolvem grandes empresários e donos de terras, que na maioria das vezes, fazem parte da política do país. Assim, a aprovação de leis que visam punir quem pratica esse tipo de trabalho são muitas vezes deixadas de lado e postergadas.

Além disso, a maioria das pessoas escravizadas, possuem pouco ou nenhum estudo o que dificulta a sua inserção no mercado de trabalho fazendo com que muitas retornem a esse tipo de emprego por falta de opção. Assim como a falta de consciência por parte de alguns de que estão sofrendo atos que desrespeitam os direitos humanos, além das constantes ameaças, violência física e psicológica que dificulta o seu retorno para suas famílias.

Portanto, é necessário que o Governo aprove leis mais rigorosas que visam punir empregadores que compactuam com a perpetuação do trabalho escravo. Com isso, diminua a reincidência nesse tipo de infração e as pessoas consigam trabalhar de forma digna. Além de uma maior fiscalização do Governo das regiões propícias a esse tipo de cenário. Por fim, que o Ministério da Educação promova maior acesso a educação através de cursos em áreas com extremos graus de analfabetismo, para que, segundo Freire, com a educação os homens consigam entender sua realidade e solucionar seus desafios.