A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 05/10/2019
Os engenhos de açúcar, no período colonial brasileiro, utilizavam a mão de obra escrava na produção com intuito de maximizar os lucros dos senhores de engenho. Embora essa prática tenha sido abolida e centenas de anos tenham se passado no país, diversas empresas ainda têm, em seus meios de produção, pessoas em situação de trabalho forçado e em condições degradantes. Isso ocorre devido a pouca visibilidade sobre o tema e a fiscalização insuficiente do mesmo.
Nesse contexto, nota-se que a baixa quantia de denúncias é ocasionado pela falta de conhecimento sobre os direitos trabalhistas por muitos brasileiros. Desde a Consolidação das Leis Trabalhistas, por Getúlio Vargas, inúmeras leis foram criadas e empresas penalizadas, entretanto diversas pessoas ainda se encontram em situação ilegal de trabalho. Essas infrações ocorrem devido à Mais-valia que, segundo o filósofo Karl Marx, é o lucro obtido mediante a exploração do trabalhador.
Em segunda análise, observa-se que a pouca fiscalização dificulta o descobrimento de irregularidades referente a essa prática. Em virtude da ampla extensão do país e da falta de equipamentos modernos de investigação da polícia, o investimento na fiscalização é insuficiente. A Região Sudeste, por exemplo, possui milhares de quilômetros quadrados e, consequentemente, muitas pessoas trabalhando de forma ilegal.
Desse modo, são necessárias mudanças no comportamento da população e nos equipamentos da polícia. Dessa maneira, o Governo deve investir na divulgação das Leis Trabalhistas, por meio de propagandas em rádios e na televisão, a fim de melhorar o entendimento dos cidadãos sobre sua situação e de outras pessoas.
Paralelamente, o Estado deve aumentar o número de investigações e das fiscalizações. Isso ocorreria mediante o investimento em equipamentos modernos como drones, por exemplo, além de contratar mais agentes fiscais, com intuito de diminuir os casos de ilegalidade. Só assim o Brasil estará no caminho para virar a página da escravidão no país.