A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 23/10/2019
Historicamente, a escravidão, no Brasil, foi suspensa em 13 de maio de 1888 por conta da Lei Áurea. Mas, isso é apenas teoricamente, na prática sabe-se que ela ainda permanece na atualidade. Por exemplo, em 2018, fiscais da Inspeção do Trabalho do governo federal , relataram 1,7 mil casos de trabalho escravo no Brasil. Assim, será apontado os tipos de escravidão na contemporaneidade, seguido da influência da mesma sob o preconceito.
Primeiramente, tal servidão da atualidade se dá pelo emprego não digno ou decente. Segundo o artigo 149 se dá pelo trabalho forçado, que seria aquele que mantém o individuo no trabalho sob agressões, como ameaças psicológicas. Jornada exaustiva, que se refere ao trabalhador que é submetido ao trabalho excessivo e sobrecarregado, como trabalhando mais de 10 horas por dia, que é o tempo limite sugerido na legislação. Trabalho degredante, que é aquele que expõe o operário em situações de riscos a sua saúde, além da falta de segurança. E, por fim, a servidão por dívida, que remete o sujeito a trabalhar como forma de pagamento de algum débito.
Além disso, há o legado da desigualdade deixado pela escravidão. Logo, a ONU relatou: “Os negros vivenciam descriminação racial e enfrentam severa desvantagem em relação a outros brasileiros”. Começando pela questão da saúde, segundo os dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de 1995 a 2005, a população negra é a que mais sofre em relação ao mal atendimento do sistema de saúde. Além disso, eles ainda são mais propensos a violência, pois, de acordo com o IPEA, um homem negro possui 8 vezes mais chances de ser vítima de homicídio do que um homem branco. Enquanto isso, em questão de educação, dos jovens entre 15 e 29 anos que não estudam nem trabalham, 62,9% eram negros e negras de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
Assim sendo, deveria haver um reforçamento do artigo 149, deixando ele mais rígido, além disso, poderia haver o aumento da fiscalização em ambientes de trabalho, para que possa diminuir cada vez mais os índices de trabalho escravo. Para mais, deve-se fortalecer a politica na qual propõe o combate ao racismo e a descriminação, assim garantindo segurança, saúde, trabalho e educação a todos, dessa forma, proporcionando uma igualdade social.