A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 05/12/2019

No período colonial brasileiro, o cenário da escravidão indígena e africana foi o ápice do desprezo à dignidade da pessoa humana.  Apesar de, em 1888, foi decretado a abolição da escravatura, essa problemática ainda persiste. Dessa forma, é necessário combater as suas causas e amenizar seus efeitos na sociedade contemporânea.

O Brasil foi herdeiro de um processo de formação totalmente etnocêntrico. A formação cultural brasileira foi palco de uma discriminação predominante em detrimento de raça, cor, e etnia. A escravidão nos dias atuais é uma herança deixada no passado. Infelizmente, em pleno século XXI, a sociedade moderna ainda continua a ser vítima do trabalha análogo a escravidão.

Pois bem, a escravidão, atualmente, é configurada não mais por motivos de etnia, mas pela falta de instrução e de condições financeiras pela grande parte da população. Segundo o Ministério do Trabalho, no Brasil, existem 160 mil pessoas vítimas do trabalho análogo á escravidão. A grande maioria é induzida pelo “fácil emprego”, e são tratadas como meras mercadorias, principalmente, nas grandes fazendas de colheita, mineração e garimpo. Logo, os trabalhos são intensivos, forçados e com pouca condição de sobrevivência. Além do mais, seu direito de ir e vir e restringido; e a renumeração é inferior a um salário mínimo.

Por conseguinte, é evidente compreender que a escravidão é um atestado de óbito dos direitos trabalhista. Portanto, é necessário que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para intensificar a fiscalização, banir os responsáveis e indenizar as vítimas de escravidão. Além disso, deve ter a ampla divulgação nos meios de comunicação instruindo a população para que não caiam nas falácias, e então, não sejam sujeitas ao trabalho escravo.