A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 12/06/2020

Promulgada pela ONU (Organização das Nações Unidas) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, segurança, dignidade e ao bem-estar social. Contudo, heranças da violência e da escravidão no Brasil impossibilitam que uma parcela da população de trabalhadores desfrutem desse direito universal na prática. Dessa maneira, é imprescindível a fiscalização governamental e o conhecimento dos direitos trabalhistas, para que essa parcela da sociedade seja igualitariamente integrada aos direitos humanos e sociais garantidos à elas por lei.

Com efeito da colonização portuguesa, que desde o século XVI trouxe ao território brasileiro a escravidão de indígenas e africanos por meio da violência e tortura, pode-se dizer que ainda há uma herança da cultura escravocrata sobre os povos mais fragilizados. A educação e a implementação de fiscalizações trabalhistas são os alicerces para a construção de uma sociedade igualitariamente valorizada e livre da mão de obra escrava. Entretanto, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é a desvalorização do trabalho humano e a continuidade da escravidão mesmo após 132 anos de sua abolição no Brasil.

É importante considerar também, a grande parcela de imigrantes legais e ilegais que vivem atualmente em São Paulo, onde em sua maioria trabalham com a mão de obra barata em indústrias de confecção de bens não duráveis. Como exemplo disso, foi divulgado pela BBC e pela Prefeitura de São Paulo, que 25% dos moradores da ocupação do edifício Wilton Paes de Almeida, que desabou na região do Largo do Paiçandu, eram moradores angolanos, peruanos, bolivianos e dominicanos. Diante disso, é possível notar a parcela de imigrantes que vivem nos centros urbanos em ocupações irregulares e sem saneamento básico, consequentemente afetados pela falta de remuneração financeira.

Pode-se notar então que, as heranças da escravidão no Brasil existem e alimentam o abismo racial e a pobreza da população. Assim, é essencial a atuação do Governo Federal, por meio de mídias sociais e noticiários, a divulgação dos direitos trabalhistas da população, e a fiscalização das leis já vigentes para acabar com o trabalho escravo. Cabe também ao  Ministério da Educação, promover através de materiais didáticos e palestras, para estudantes e profissionais da área da educação, incentivos e  a conscientização populacional, por meio de mídias e propagandas, sobre a importância do combate à cultura escravocrata no Brasil e suas consequências na sociedade. Somente assim, será possível uma melhora nas condições trabalhistas e uma estrutura educacional que vise o combate à escravidão.