A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 08/08/2020

Conhecida como “Cidadã”, por ter sido concebida no processo de democratização, a Constituição Federal foi promulgada desde 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entanto, apesar da garantia constitucional, nota-se que a cultura configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que a sociedade brasileira possui raízes amargas no país, devido não só ao preconceito, mas também ao pensamento escravocrata persistente na mentalidade humana.

É indiscutível que a discriminação social está entre a herança da escravidão. Nessa lógica, segundo Freud em seu livro, “Psicologia das Massas e Análise de Edu”, indivíduos tendem a suprimir o próprio ego e agir de acordo com o meio, oprimindo as diferenças. Assim, ressalva-se a importância de certos setores da sociedade, a exemplo de famílias e escolas, na formação cidadã dos brasileiros, para que o cenário visto pela escravaria no século XXI deixe de ferir a Declaração Universal dos Diretos Humanos e se modificar positivamente.

Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pelo pensamento escravocrata persistente na mentalidade humana. No decorrer da formação do Estado brasileiro a herança da escravatura se fez presente durante parte significativa do processo. Isso, aliado ao prejulgamento contribui para que esse problema persista atualmente. Desse modo, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, o fim da herança deixada pela escravização deixe de ser uma utopia.

Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, o Ministério da Cidadania, por meio de verbas governamentais, deve aumentar o incentivo a festivais que valorizem a cultura negra, como música e tetro. Nesse sentido, o intuito de tal ação é de amenizar o preconceito. Somente assim, esse problema será gradativamente erradicado, pois conforme Gabriel O pensador, “na mudança do presente, a gente molda o futuro”.