A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 09/08/2020

Consoante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, a herança da escravidão não é um problema atual. Desde a colonização, essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja pela falta de fornecimento de direitos mínimos ou pela falha na educação.

Em primeiro lugar, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de garantias mínimas, o que contribui para a permanência dos rastros da escravização. No entanto, de acordo com a Constituição, é direito do cidadão um estudo de qualidade, conhecendo as raízes de sua cultura. Tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, já que consciência do passado não é realizado na prática. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Igualmente, destaca-se, o fator educacional como mais um desafio a ser combatido. Todavia, faltam medidas efetivas por parte das autoridades competentes para que o cenário brasileiro seja alterado. Isso, consoante ao pensamento de Nelson Mandela de que apenas a educação é capaz de mudar o mundo, expõe que conceito encontra-se deturbado no país, à medida que os investimentos destinado à educação só decrescem, dessa forma, os direitos constitucionais previstos no artigo 205 da Carta Magna permanecem somente no papel.

Destarte, é evidente que a herança da escravidão configura-se como um problema que precisa ser resolvido. Portanto, o Ministério da Educação deve auxiliar no entendimento do passado, por meio da obrigatoriedade de ensino desde as primeiras séries e campanhas que demonstrem apoio à população negra. Nesse sentido, o intuito da iniciativa é conquistar os direitos como cidadãos e a percepção das raízes históricas. Somente assim, essa questão será minimizada no Brasil.