A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 31/08/2020

A abolição da escravidão ocorreu por meio da Lei Áurea, aprovada em 1888 com a assinatura da princesa Isabel, regente do Brasil. isso deu um tom de esperança para os negros. Porém, os governantes não deram apoio financeiro e moradia, fazendo os libertos viverem na rua e sofrerem preconceito na sociedade. Se passaram mais de 100 anos e o preconceito aos negros ainda existe. Nesse sentido, o racismo no Brasil ainda existe em virtude das pessoas, com suas ações enxutas em lugares internos, estarem arcando com a herança da escravidão no século XXI, e do governo, por redigir leis disfuncionais.

Primeiramente, vale ressaltar que o fator principal para a continuidade do problema é a discriminação que acontece em lugares internos ou fechados, longe de grande público. Da mesma forma, em agosto de 2020, Mateus Pires Barbosa, um entregador foi vitima de racismo. Após o acontecido, milhares de pessoas apoiaram o rapaz, porém devemos pensar o que aconteceria se o que aconteceu não tivesse sido gravado, dificilmente a justiça teria sido feita, já que isso aconteceu em um lugar longe de grande público. Com isso, nota-se que existe preconceito em lugares fechados, e que, o Brasil precisa se precaver para situações assim.

Além disso, outro fator que influencia na permanência dessa má herança da escravidão são as leis que em muitas vezes não funcionam. Da mesma maneira diz Jorge Luiz Terra da Silva, presidente da Comissão da Verdade sobre a Escravidão Negra: ‘‘As leis atuais não funcionam porque, em sua maioria, as acusações não possuem provas concretas’’. Com isso, fica perceptível que o Brasil não possui uma legislação eficaz que possa suprir certos casos de preconceitos decorrentes da escravidão.

Portanto, para que possamos evitar uma herança equivoca da escravidão, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário, pois, que o Ministério do Turismo, em parceria com o Ministério da Justiça, com os órgãos governamentais, criem projetos de lei e propaganda mais eficazes. Assim, talvez, a abolição da escravidão não será lembrada negativamente.