A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 25/09/2020

A Escravidão é uma prática social em que um ser humano adquire direitos de propriedade à outra pessoa, denominado escravizado. A Escravidão moderna foi um período onde cerca de 4 milhões de negros foram trazidos para o Brasil à força e foram dominados pelos senhores de engenho. Diante disso, a Escravidão Contemporânea tem pontos semelhantes à Moderna, tendo como exemplo o trabalho análogo, que antes funcionava com a dominação do escravizado, e o racismo, o que é algo preocupante no século XXI.

De início, é importante citar que o trabalho análogo é algo similar à real escravidão, ou seja, dão uma carga horária extremamente alta para o operário para receber muito pouco, além de não terem seus devidos direitos como trabalhador, o que se assemelha à Escravidão. De acordo com um levantamento feito pelo site Brasil de Fato, mais de 35 marcas famosas como: Renner, Riachuelo e entre outros praticam o trabalho análogo à Escravidão na confecção de suas roupas, e não dão os devidos direitos dos operários. Portanto, é preciso que os consumidores se informem antes de comprar algum produto, sabendo do processo de produção e evitar comprar de certas marcas que apoiam o trabalho análogo à Escravidão.

Além disso, é importante frisar que as pessoas negras estão mais vulneráveis a fazer parte do trabalho análogo à Escravidão, pois são a maioria na população pobre. Conforme o IBGE, 75% da população pobre é negra, o que deixa mais propício a fazer parte do trabalho análogo, e também por não estarem conscientes dos erros que as marcas famosas cometem ao praticar esse trabalho. Portanto, é necessário a conscientização das marcas com tais ações.

Posto isso, é alarmante a presença de marcas famosas que praticam o trabalho análogo à escravidão e contribuem para o racismo no mundo atual, e também que inúmeros brasileiros comprem de certas marcas sem ao menos saber como é confeccionada tal produto. De início, é preciso que medidas sejam feitas para acabar com essas ações como, aumentar a fiscalização no governo para ver se certas marcas, sejam de pequenas ou de grande porte, que não pratiquem o trabalho análogo. Outrossim, também é necessário que se criem campanhas para combater e comunicar à população quais marcas praticam ou não o trabalho análogo e conscientizar as pessoas negras à não participar desse trabalho e conscientizá-las , assim, as pessoas irão saber quais marcas fazem tais ações. Assim, poderemos acabar com essa prática tão cruel e real no Brasil e no mundo.