A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 29/09/2020
Em 13 de maio de 1888, a promulgação da Lei Áurea oficializou o fim do trabalho escravo no nosso país e colocou esta prática como ilegal. No entanto, podemos perceber que na realidade contemporânea, o preconceito e situação socioeconômica em que vivem os negros só demonstram o quanto estes ainda estão longe de uma igualdade
Visto que o papel do Estado é garantir aos cidadãos seus direitos naturais, como a liberdade individual e a proteção à vida, a persistência de atividades de trabalho, rurais e urbanas, semelhante à escravidão evidenciam a ineficácia estatal na garantia de direitos e a vulnerabilidade socioeconômica deste segmento social, uma vez que as precárias formações educacional e profissional destes restringem as possibilidades de empregos formais.
Entretanto, mesmo sabendo que é dever do Estado fornecer segurança aos cidadãos, independentemente de suas características físicas, é ele quem mais dissemina a seletividade racial: negros são as maiores vítimas de agressões policiais. O racismo identificado em estudos é construído a partir da concepção incorporada das próprias ações públicas. Essas características são passadas de maneira informal, identificando os jovens negros como indivíduos passíveis de cometer violência, não podendo afirmar se os negros cometem ou não mais crimes.
Dessa forma, a herança da escravidão no Brasil possui enganos que precisam de sérias mudanças. De início, é evidente que o Governo Federal necessita proporcionar a subsistência dessas pessoas, garantindo, assim, a liberdade individual e a proteção da vida, bem como o cumprimento da Constituição. Posteriormente, o Estado precisa dar suporte à educação, promovendo atividades de qualificação técnica e educacional, amenizando as disparidades socioeconômicas do país e ampliando as possibilidades de acesso aos trabalhos formais e dignos.