A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 01/10/2020
Desde o descobrimento do Brasil, os negros foram marginalizados pela nossa sociedade. A escravidão durou cerca de 300 anos e deixou suas marcas em nossa sociedade. A maior dela, sem sombra de dúvidas, é a desigualdade social. Apesar de serem a maior parcela da população brasileira, os negros são maioria nas camadas pobres e minorias nas camadas sociais altas. A verdade é que a herança da escravidão deixou para essa população dificuldade de acesso à educação, moradia, trabalho digno e preconceito étnico.
O preconceito étnico permeia a sociedade em todas as esferas e atinge diretamente a vida da população negra. Segundos dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) a cada três assassinatos no Brasil, dois são de negros. Ainda, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), crianças negras de até 5 anos têm 67% mais chances de morrer do que as brancas. Infelizmente, o que nos leva refletir sobre esses dados é que o preconceito étnico faz com que os negros sejam marginalizados na hora de receberem atendimentos básicos como saúde e segurança.
Portanto, com o fim da escravidão, não existiu um planejamento do governo para inserir a população negra no mercado de trabalho assalariado. Ou seja, o negro no período pós-aboliação se viu em uma condição sem dinheiro, terra, educação e qualificação e o caminho que sobrou foi o da pobreza. Na atualidade, grande parte da população afrodescente é pobre e continuam passando pelos mesmos problemas de seus antepassados: falta moradia, acesso à saúde, segurança, educação e emprego.
A herança do trabalho escravo na sociedade Brasileira deixa marcas profundas e problemas sociais que precisam acabar. Cabe ao Governo Federal em conjunto com o Poder Público criar políticas de inclusão social para essa parcela da população que vise colocar em práticas os direitos básicos garantidos na constituição. O poder Judiciário bem como a Polícia também devem punir e investigar, respectivamente, pessoas que venham a cometer crimes raciais.