A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 19/10/2020

Assinada pela Princesa Isabel, em 1888, surgiu a Lei Áurea, cujo objetivo era libertar todos os escravos daquela época. Contudo, na realidade é diferente. Apesar dessa lei existir, milhares de pessoas ainda sofrem preconceito pela cor que possuem ou até mesmo são vítimas da escravidão, em pleno século XXI, devido a essa herança que a antiguidade deixou para o povo brasileiro. Nesse sentido, a persistência do racismo para com os negros e a continuidade do trabalho forçado no país foram umas das principais cicatrizes deixadas pela escravização.

Em primeira análise, o preconceito permanente na sociedade é um impasse de grande relevância para a desarmonia da convivência entre os cidadãos. Em 2014, em uma partida de futebol, o goleiro do Santos, conhecido como Aranha, foi vítima de discriminação por parte de muitos torcedores do time oposto. Além disso, uma mulher foi flagrada se referindo a ele pelo nome macaco, com intenções ofensivas. Assim como nesse caso, é comum, infelizmente, esse cenário de ódio para com pessoas de raças e etnias diferentes, pelo fato deles serem vistos, automaticamente, com maus olhos, ao serem associados a criminosos.

Ademais, a persistência do trabalho escravo no Brasil, que é uma grave violação aos direitos humanos, precisa de uma resolução. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 82% das pessoas resgatadas desse tipo de serviço são negras. Nesse contexto, observa-se o quão a escravidão no país trouxe consequências para as futuras sociedades, no qual cidadãos comuns são transformados nesse tipo de “trabalhador”, e deixam de viver adequadamente apenas por possuírem pele escura.

Portanto, medidas são necessárias para reverter essa situação. Por meio de normas mais severas, como prisão perpétua e multas mais caras, cabe à polícia federal punir qualquer caso de violência verbal e física contra pessoas negras. Além disso, aumentar as procuras por trabalhadores escravos, a fim de diminuir ainda mais os casos de preconceito no Brasil, e que todos os escravos sejam realmente libertos, assim como a Princesa Isabel desejava.