A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.
Enviada em 22/11/2020
Em diversas histórias, a população negra foi colocada numa posição de segundo lugar, sendo o único propósito dos negros a escravidão. Depois de algum tempo, com o movimento negro e a assinatura da lei Área, descendentes de africanos foram, de pouco a pouco, conquistando a sociedade. Porém, a grande e demorada prática de escravidão até hoje influenciam no Brasil, o que torna o trabalho forçado e o racismo ainda presentes no século XXI.
Depois de muitos anos sofrendo de árdua e longa escravidão, no ano de 1888, o Brasil assinou uma lei proibindo tal tipo de trabalho. No entanto, essa lei não garantia nenhuma forma de assistência à população negra, que embora sejam “de graça”, grande parte deles estão sem moradia e alimentação. Por isso, para poderem sobreviver, muitos deles entraram no mundo do crime ou voltaram a trabalhar onde já prestavam serviço, só que dessa vez mais exploradores. A partir disto, pode-se concluir que o presente é um reflexo do passado, pelo fato da existência de negros na rua geralmente é considerada um perigo. Fora isso, muitos negros ainda são forçados a realizar atividades por meio de violência, detenção e ameaça.
Charles Fourier defendia a ideia de que o serviço deveria ser uma atividade voluntária e, vinda do prazer de cada um. Isso contraria os princípios capitalistas, que queriam apenas a produtividade e lucros. Dessa maneira, muitas pessoas são escravizadas com longas jornadas e condições de serviço horríveis. Segundo a Fundação Walk Free, o Brasil possui 161,1 mil indivíduos em situações de escravo, contendo a maioria deles migrantes ou estrangeiros que se deslocaram em busca de trabalhos, mas que, por falta de conhecimento, estão sendo explorados.
Diante disso, pode-se concluir que o desenvolvimento do negro na sociedade é baixo, e para resolver isso, a Justiça deve assegurar os direitos de igualdade do negro por meio da conscientização da sociedade. Fora isso, o Estado deve fiscalizar as relações das condições de trabalhos e certificar-se que esteja tudo de acordo com elas, sem exploração.