A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 18/12/2020

Para o liberal inglês John Locke, os indivíduos possuem o direito natural à vida e à liberdade Traçando um paralelo com a escravidão no Brasil de séculos atrás, o negro era considerado como propriedade, não tendo esse direito respeitado. Diante do exposto, ao trazer essa problemática para o século XXI, são visíveis as heranças presentes na sociedade brasileira, a exemplo do racismo estrutural e das heranças genéticas deixadas às populações americanas.

Em primeiro lugar, é nítido a discriminação sofrida pela população negra nos diversos âmbitos sociais, fato esse que caracteriza um quadro de racismo estrutural. Para exemplificar esse quadro, na maioria dos casos, o branco é privilegiado quando disputa uma vaga de emprego com um negro. Isso ocorre em razão de uma crença de superioridade étnica e técnica, ou seja, de ser mais preparado para aquela função, conceito erroneamente criado devido a anos de escravidão.

Ademais, o estudo internacional coordenado pelo professor Eduardo Tarazona-Santos, da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), aponta a presença de genes de africanos trazidos para a América no DNA de povos americanos. Diante disso, ocorreu o processo de miscigenação, responsável por uma troca genética e também cultural entre os povos, que influenciaram as características da sociedade brasileira.

Destarte, o Ministério da Educação deve inserir uma disciplina na grade curricular das escolas que seja voltada à compreeensão e estudo dos costumes das diferentes etnias, além do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação desenvolver mais estudos, nas universidades federais, acerca da interação e miscigenação entre os povos. Ambas as medidas farão com que haja uma maior preocupação com a desigualdade racial e possibilitarão uma maior compreensão da origem e interação entre povos.