A herança da escravidão na sociedade brasileira do século XXI.

Enviada em 15/02/2022

O imobilsmo, defendido por Parmênides, discorre que a realidade é imóvel. No entanto, o passar dos séculos e as mudanças que acompanharam o tempo provaram que essa teoria é refutável. Diante disso, a herança ideológica e a falta de atuação do Poder Público corroboram para que a escravidão moderna seja tratada como uma problemática imutável da sociedade.

A priori, a ideologia ainda presente cria uma linha tênue entre o problema e a solução. Karl Marx, em ’’ O Capital ‘’, comenta sobre o ’’ Exercito de Reserva ‘’, isto é, grupos que aceitem a exploração pela necessidade de empregalidade. Sob esse viés, a tese do sociológo alemão se asemelha à situação brasileira, dado que a crise financeira que assola o país, desde 2014, contribui para o crescimento do desemprego e, simultaneamente, para o aumento de ofertas trabalhistas improprias. Desse modo, a tendenciosidade dos contratantes, vinculada à impunidade, permite que a problemática continue vigente.

De maneira similar, a ação policial também é preconseituosa em algumas situações. Nas ruas e, principalmente nas favelas, oficiais da lei abordam afrodescendentes, sobretudo homens e jovens, de forma violenta e com mais frequência do que pessoas de outras etnias. Em casos extremos, a vítima da violência é morta pelos policiais que conseguem sair impunes porque a sociedade menospreza negros pobres.

Infere-se, portanto, que ações devem ser tomadas para reverter o panorama de injustiça racial no Brasil. O governo federal precisa investir em educação e infraestrutura nas comunidades carentes, para possibilitar a ascenção social pela educação. A Secretaria Nacional de Igualdade Racial deve promover palestras sobre a valorização do negro e seu papel na história do país em varíos municípios. Além disso, ONGs e a sociedade devem se mobilizar contra a violência policial, exigindo o fim dessa injustiça. So assim, o Brasil refutará Parmênides e tera uma realidade movél.