A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 07/07/2021
A obra modernista “Vidas Secretas” do escritor Graciliano Ramos retrata o ambiente hostil da caatinga nordestina, onde a fome é capaz de tornar as pessoas menos humanas, através de uma vida sofrida e sem perspectivas. Dessa maneira, o Brasil conseguiu deixar o mapa da fome no ano de 2014, como um projeto proposto pela Organização Das Nações Unidas(ONU). Conquanto, tal prerrogativa não tem se reverberado no cenário atual, levando em conta a atual crise instaurada na economia, e o privilégio dos grandes agricultores provocando cada vez mais a falta de incentivo aos pequenos produtores. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise de fatores que favorem esse quadro.
Em uma primeira análise, durante o regime militar, instalou-se no Brasil a Revolução Verde que contou com o incremento da tecnologia, agrotoxicos e fertilizantes na agricultura brasileira, o que contribuiu para o avanço proporcionado pela mecanização do campo, e a má distribuição de terras que beneficia grandes latifundiários. Nesse sentido, devemos salientar o agricultor familiar produz em pequena escala, porém com uma vasta variedade de produtos de qualidade por um preço acessível sendo produzido cerca de 70% da cesta básica brasileira, além de gerar renda e emprego. Os grandes agricultores geram desmatamento e utilizam agrotóxicos, isso prova que a agricultura familiar é muito mais sustentável e deve ser incentivada.
Ademais, as políticas públicas não incentivam o pequeno produtor, destinando uma pequena parcela de terras para a produção. Depois da reforma agraria os assentados passaram a ganhar um pedaço de terra para utilizar, mas não tem como investir na plantação e cultivo de animais pela falta de renda, muito menos competir com os grandes agricultores. Diante tal exposto, cabe abordar que O Programa Nacional de Fortalecimento a Agricultura Familiar (PRONAF) tem como intuito financiar projetos ao pequeno agricultor com taxas baixas, mas está se mostrando muito ineficiente. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprenscíndivel que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) fortalecer os projetos já existentes destinando um maior investimento a estes pequenos produtores incluindo-os em distribuições de alimentos para ambientes públicos como nas escolas e programas como as cestas básicas,também deve-se favorecer a compra de utensílios agrícolas com pequenas taxas para facilitar a produção. Desse modo, não havera riscos do Brasil voltar ao mapa da fome.