A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 08/07/2021
A Revolução Verde se iniciou na segunda metade do século XX e detém essa denominação por ter guinado a história do homem com a agricultura: com o inicio dela, novos fertilizantes foram criados, e os testes que tinham como escopo modificar geneticamente os alimentos para fazê-los durarem um período de tempo maior foram iniciados. No entanto, a Revolução Verde foi um processo excludente no qual apenas os que detinham um grande capital podiam usufruir de seus préstimos, o que levou à manutenção de uma agricultura mais viável economicamente por grande parte dos agricultores: a agricultura familiar, que é importante tanto por se relacionar de forma sustentável com o meio ambiente quanto por gerar acessibilidade.
A priori, se faz necessário entender que, com a reificação do meio ambiente, não existe sustentabilidade. Ao se saber do supracitado, é impreterível afirmar que a produção massiva de alimentos, que geralmente é feita por grandes empresas, é insustentável ecologicamente. Isso ocorre porque, quando frente ao meio ambiente, tais empresas o veem a partir da sua capacidade de gerar lucro, o reificando, ou seja, o tornando uma “coisa”, a qual pode ser degenerada em prol do lucro e da exploração. Na agricultura familiar, no entanto, essa insustentabilidade é, ainda que haja degradação do meio, impossível de ocorrer: o alcance da agricultura familiar é diminuto se comparado ao de grandes empresas, o que a torna, por conseguinte, sustentável.
Ademais, é fulcral se pontuar que a maior proteção do consumidor é a competição entre empresas privadas. Para o economista norte-americano Adam Smith, existe, no mercado financeiro, a lei da oferta e procura, que funciona da seguinte forma: se há muita oferta – o que caracteriza uma conjuntura de alta competitividade entre empresas -, os preços diminuem; se há pouca oferta, eles aumentam. Com a agricultura familiar, os preços tendem a diminuir, já que há diversos produtores, e estes não podem cobrar um preço altíssimo pelos alimentos, uma vez que isso faria o consumidor buscar por outros produtores. Dessa forma, há de se observar que a agricultura familiar é importante por também manter os alimentos acessíveis ao consumidor.
Portanto, há de se concluir que a agricultura familiar é importante por dois precípuos fatores, e eles estão acima citados. Logo, deve o governo, composto pelos mandatários incumbidos de assegurar o bem cívico, criar, por meio de projetos de lei enviados ao legislativo, incentivos financeiros aos agricultores familiares, com o fim de fazer a manutenção dessa atividade econômica. Feito isso, a sustentabilidade e a acessibilidade supracitadas aumentarão.