A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 23/07/2021

Muito embora um terço do PIB nacional esteja relacionado ao agronegócio, 70% do que chega à mesa do brasileiro é proveniente da agricultura familiar. Esta, no entanto, apesar de beneficiar indivíduos e meio ambiente, encontra-se, muitas vezes, sem um suporte governamental, em detrimento dos vultosos investimentos com grandes latifundiários.

Nesse sentido, a agricultura familiar lidera não apenas o abastecimento dos lares no Brasil, como possui superior qualidade orgânica e maior sustentabilidade no manejo da  terra. Por outro lado, o agronegócio se vale do uso excessivo de agrotóxicos, que comprometem a biodiversidade, sementes geneticamente modificadas e, invariavelmente, promovem o desmatamento. Atitude que se constata ser vantajosa apenas aos empresários do setor em questão.

Ademais, diante desse panorama, pode-se observar que há a prevalência de um “lobby” em prol de vantagens econômicas. Afinal, não é por menos que a própria bancada ruralista no congresso  brasileiro é composta majoritariamente por donos de latifúndios, que pouco se importam com os impactos gerados e o pequeno agricultor. Nessa lógica, o que se vê é uma falta  do “Princípio da Responsabilidade”, termo evocado pelo filósofo Hans Jonas para argumentar sobre o dever de se fazer prevalecer a ética em prol do desenvolvimento técnico científico, ou seja, das vantagens oferecidas pela pela tecnologia que são aplicadas no campo.

Dessa maneira, a fim de se valorizar a atividade das famílias agricultoras que suprem a alimentação no país, o Governo Federal deve criar linhas de crédito mais vantajosas e que atendam e beneficiem de modo efetivo o pequeno agricultor. Dessa maneira, além de subsidiar a compra de insumos e sementes, deve promover, por meio da Embrapa, cursos que auxiliem a promoção de uma maior produtividade, o que gerará ganhos tanto para o agricultor, quanto para o consumidor.