A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 15/07/2021

Após atravessar o Oceano Atlântico, a bordo de uma missão em nome da coroa portuguesa, em 1500, Pedro Alvares Cabral descobria o Brasil. Devido ao clima e às condições naturais, o modo de colonização utilizado foi baseado em grandes propriedades e a monocultura. Contudo, para abastecer a própria colônia, desenvolve-se, pelas mãos de homens pobres, índios ou escravos fugidos, a agricultura familiar brasileira. Essa não só é responsável pelo uso da terra de forma mais sustentável, como também escora a produção de alimentos, todavia, necessita de condições respaldadas pelo estado para se manter eficiente e operante.

A princípio, é certo que a agricultura familiar é mais ecologicamente correta por não utilizar em excesso agentes tóxicos e químicos, e também por não sobrecarregar a terra com determinada cultura. Só para exemplificar, no Brasil existe a permacultura, um estilo de agrofloresta desenvolvido aqui mesmo, nele, se faz o plantio de diferentes tipos de cultura numa mesma área. Destarte, os distintos tipos de vegetais se complementam fornecendo nutrientes, proteção, e doses de luz necessárias pra cada variedade - como ocorre em uma mata -. Assim, conserva-se muito das características ambientais da área, minimizando o impacto no solo, na umidade e na fauna local, e se mostra uma agricultura mais ecologicamente correta.

Em seguida, o prato do brasileiro é, majoritariamente, servido pelos produtores familiares. Analogamente ao Governo Federal, cerca de 70% dos alimentos vêm dessas propriedades, pois, ao não se tratarem de monoculturas, propiciam uma colheita mais variada, se traduzindo em diferentes gêneros alimentícios. No entanto, a produção nacional de comida fica refém desses produtores que cada vez mais se deslocam do campo para a cidade em busca de melhores condições de trabalhos, vendendo ou arrendando suas terras para grandes produtores - que geralmente lavram alguma monocultura -.

Em suma, a agricultura familiar se mostra muito benéfica ao país, porém, necessita de incentivos para manter-se ativa. Portanto, cabe ao Governo Federal respaldar financeiramente esses produtores, estimulando feiras ao ar livre e realizando a compra dos ingredientes usados nas cozinhas públicas dos próprios lavradores. Ainda, a fim de garantir que o cultivo parental se conserve sustentável, o governo pode preferir um fornecedor ao outro, com base no quão ecologicamente correta é a lavoura dele. Desse modo, a produção familiar estaria contribuindo para um país melhor e a histórica monocultura colonizadora não seria mais uma ameaça ao prato brasileiro