A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 18/07/2021
De acordo com o político William Howard Taft, “O bem-estar do agricultor é vital para todo o país". De maneira análoga, percebe-se a importância da mesma para o Brasil, principalmente quando se fala da agricultura familiar, que de acordo com o governo federal é responsável por 70% de todo alimento consumido no país. Nesse contexto, é necessário que medidas sejam tomadas com intuito de amenizar a pouca atenção dada às familias, que é motivada por uma minoria que está no poder de grandes lotes de terra e por um preconceito arraigado na história em relação ao pequeno agricultor.
Em primeiro plano, evidencia-se uma pequena minoria que está na posse de grandes lotes de terra como fator determinante para a persistência da problemática, tendo em vista que segundo um estudo da confederação internacional que luta contra a pobreza e a desigualdade em mais de 90 países (OXFAM), menos de 1% das propriedades agrícolas é dona de quase metade da área rural brasileira. Nesse sentido, verifica-se que, infelizmente, mesmo após avanços sociais conquistados pelo movimento sem terra (MST), ainda há uma deficiência social e política no Brasil, o que faz com que os direitos dos cidadãos brasileiros permaneçam apenas no papel.
Igualmente, salienta-se, o preconceito arraigado na história com o pequeno agricultor como uma das causas desse problema, pois segundo o jornalista Xico Graziano, “a sociedade brasileira afirma que o moderno está na cidade, e o atrasado na roça”. Consoante ao instituto brasileiro de geografia e estatística (IBGE), cerca de 70% do feijão consumido no país sai das pequenas propriedades chamadas de roça. Portanto, indubitavelmente, espera-se medidas efetivas por parte das autoridades competentes para reafirmar a importância da agricultura familiar no Brasil.
Sendo assim, para que a agricultura familiar seja valorizada no Brasil, ações precisam ser tomadas para reparar assim, essa dívida histórica com os pequenos produtores, através do governo federal junto ao instituto nacional de colonização e reforma agrária (INCRA), reorganizando a distribuição de terras em igualdade por todo o país, atendendo assim aos gritos de ajuda por parte dos movimentos sociais, como o próprio movimento sem terra (MST), para que assim seja possível ter um país justo que desde a época da colonização é tão injusta no quesito da distribuição de terras, concentrando todo o poder e riqueza na mão de poucos, e marginalizando por completo toda uma camada social que impede a nação de passar fome.