A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 28/07/2021

No Ciclo do Áçucar brasileiro, no século XVII, a maior parte das terras rurais destinavam sua produção para a exportação, enquanto a minoria das fazendas produziam alimentos para o consumo interno do território. Paralelamente, essa realidade é perpetuada até os dias atuais, em que a agricultura familiar é marginalizada devido à concentração fundiária, o que provoca a redução da comida destinada ao mercado interno do país.

Primordialmente, a agricultura famiiar é marginalizada devido à concentração fundiária. Desta forma, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), 20% das propriedades rurais pertencem a 77% dos proprietários, agricultores familiares, ao mesmo tempo que 80% das terras são detidas pela minoria exportadora agroindustrial. Por conseguinte, por não conseguirem competir com a elite industrial, muitos pequenos fazendeiros são expropiados, o que agrava o desamparo à agricultura familiar.

Por consequência, a marginalização da agronomia familiar culmina na redução de alimentos destinados ao mercado interno do país. Destarte, na série japonesa ‘‘One Piece", no país de Wano, a minoria exportadora dos donos de terras detêm a maior parte das propriedades agrícolas , ao mesmo passo que as fazendas que restam não conseguem alimentar toda a nação. Fora da ficção, o mesmo ocorre no Brasil: ao passo que o agronegócio se desenvolve, mais a lavoura familiar é ignorada.

Portanto, é mister que o estado dê a devida importância ao negócio  familiar. Dessa maneira, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) deve desenvolver e conceder assistência para a agricultura familiar, por meio de uma reforma agrária, a qual deve ceder insumos agrícolas aos pequenos propietários, a fim de valorizar a agronomia familiar.