A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 18/11/2021
A Revolução Verde, iniciada a partir dos anos 1950, introduziu, no setor agropecuário, máquinas agrícolas altamente tecnológicas e insumos transgênicos, como sementes, fertilizantes, agrotóxicos, com isso foi possibilitada, na nação tupiniquim, a produção e escoamento de produtos alimentícios de diferentes partes dos biomas nacionais, tendo como consequência, logo após a revolução supracitada, um aumento exponencial da produção agrícola. Em contrapartida, nota-se que, na contemporaneidade, a inserção de novas tecnologias na realidade rural estabilizou, ainda mais, a concentração fundiária do país, o que culminou na banalidade da agricultura familiar. Nesse sentido, torna-se urgente resolver as principais causas desse problema social: a ineficiência estatal e o avanço discrepante da agropecuária.
Diante desse cenário, é factual afirmar que a incapacidade do Estado - instância pública que reúne os três poderes - é um pilar para a permanência da desimportância da agricultura familiar. Ilustrando essa perspectiva, segundo a Constituição Federal de 1988, é dever e função do Governo garantir a permanência, com crédito financeiro, da agricultura realizada pelo seio familiar. Nesse raciocínio, segundo a Contabilidade Básica, para que um produto qualquer passe a ser vendido e utilizado é necessário garantir o suprimento econômico e necessário para a permanência da produção, evitando, dessa maneira, com o aporte financeiro, a paralisia futura da produtividade. Logo, ao analisar a situação brasileira fica claro que a decadente agricultura familiar é pela falta de verba, para compra de insumos primordiais para a produção e continuidade da mesma. Assim, um dos caminhos, para reverter esse quadro degenerativo, é o cumprimento, em sua totalidade, do axioma constitucional supracitado.
Ademais, a agricultura e pecuária extensiva é um sustentáculo para a permanência da discussão em pauta. Nessa ótica, o dramaturgo irlandês Roberth Shaw, afirma que transformações futuras requer mudanças no presente, à vista disso, para que a situação futura do agricultor familiar melhore, é preciso sair da inércia do hoje. Em paralelo, o avanço da agropecuária só foi possível, principalmente, pela Lei Terras, do segundo reinado, que permitiu a compra de terras devolutas somente com dinheiro, deixando, na periferia, uma significativa parcela de agricultores pobres. Por conseguinte, a postulação do dogma de Roberth Shaw é necessário para reverter mazelas sociais do passado.
Portanto, faz-se importante reverter esse quadro de ineficiência estatal e o avanço discrepante da agropecuária. Desse modo, cabe ao Governo Federal - executor das leis do Estado - criar um programa, chamado Por um Campo mais Igualitário, ministrado por agrônomos, em propriedades rurais, por maio de palestras, tendo como foco a capacitação sobre as regras do campo para os trabalhadores rurais, objetivando, dessa forma, uma ampla conscientização, da sociedade rural, dos seus direitos .