A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 08/08/2021
Stefan Zweig escreveu, em 1945, o livro “Brasil, um país de futuro”. Entretanto, a pátria está muito longe de corresponder a tal imagem, uma vez que, mesmo que a agricultura doméstica abasteça mais de 70% da alimentação do brasileiro -consoante dados do governo federal-, ela não é devidamente valorizada. Nesse contexto, a insuficiência estatal, além da pouca instrução técnica dos seus associados impedem que o cultivo familiar seja ainda mais reconhecido.
Diante disso, é importante destacar a ineficiência do Estado como a principal causa da pouca relevância que se dá à agricultura familiar. Nesse sentido, John Locke, filósofo iluminista, diz que o ser abre mão de sua liberdade para possuir direitos, o que ele denomina como “Contrato Social”. Todavia, o Estado é falho ao não propor medidas públicas para impulsionar, ainda mais, a plantação informal no Brasil, dado a importância que ela tem no fornecimento de alimentos no país. Como exemplo, maior destinação de subsídios para tais famílias investirem em suas colheitas. Assim, por falta de políticas públicas, esse setor é marginalizado pela sociedade, indo de contramão com o valor econômico que ele representa - de acordo com o Ministério da Agricultura, a lavoura informal produz 9% do PIB nacional. Logo, verifica-se a necessidade de ações por parte dos órgãos públicos para reverter essa situação.
De modo complementar, a baixa escolarização dos indivíduos que trabalham na área impede o crescimento do cultivo por falta de instrução técnica. Sob esse viés, o sociólogo Zygmunt Bauman criou o conceito “instituições zumbi”, no qual afirma que o Estado e a escola não cumprem com seus papéis sociais. Desse modo, o Ministério da Educação -MEC- erra ao não direcionar o ensino sobre a agricultura nas regiões nas quais essa prática é predominante, como, a construção de escolas que ofereçam cursos profissionalizantes para tais famílias. Por conseguinte, conforme o IBGE , somente 5% dos trabalhadores das lavouras informair possuem capacitação profissonal na área. Portanto, observa-se que são carentes medidas nesse âmbito.
Em suma, ações são precisas nas esferas políticas e educacionais. Destarte, o Ministério da Agricultura deve, por meio de subsídios, ampliar o alcançe desse tipo de agricultura. Por fim, o ato tem como finalidade ofertar melhores condições de trabalho para esse ramo. Ademais, o MEC carece, por intermédio da criação de instituições de ensino profissionalizante em áreas rurais, capacitar os indivíduos para renderem mais em suas plantações. Posto isto, a escola necessita possuir o ensino médio integrado ao curso técnico para que os estudantes completem sua formação na mesma instituição. Em síntese, a medida tem por intuito de que, com uma orientação adequada,além desses seres ganharem maior notoriedade, poderem aplicas às técnicas em suas lavouras.