A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 03/08/2021
Na década de 1960, eclodiu mundialmente a Revolução Verde, que trouxe muitos novos avanços no setor primário da econômia, como fertilizantes e transgênicos, consolidando o grande empresário e gerando uma desvantagem significativa ao pequeno produtor. Infelizmente, essa disparidade está ligada à agricultura familiar no Brasil, que, apesar de ser de extrema importância, é negligenciada. Desse modo, essa mentalidade deriva da falta de investimentos nos pequenos produtores por parte do governo, e da superestimação dos grandes proprietários. Assim, é urgente a reavaliação da importância do pequeno produtor no Brasil.
Diante desse quadro, é notável que que o governo não destina apoio financeiro necessário para a manutenção e o desenvolvimento das atividades orgânicas familiares. Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), apenas 23% das áreas do agronegócio pertencem à agricultura familiar, enquanto 70% dos alimentos distribuídos no país provêm do mesmo lugar. Os dados informados mostram, lametavelmente, a grande desvalorização do minifundiário, quando deveria ser o grande foco dos investimentos. Isso, pois, a produção do pequeno produtor gera muitos empregos, assim como seu próprio sustento para a família, que muitas vezes têm o cultivo como sua única fonte de renda, longe da área urbana. Portanto, é nítido a verdadeira importância da agricultura familiar.
Ademais, os minifúndios não se igualam, em suas produções, aos grandes proprietários de terras. Enquanto os latifundiários recebem investimento do governo, utilizam técnicas de alta tecnologia e grandes quantidades de agrotóxicos, a agricultura familiar não usa agroquímicos, desenvolve o cultivo orgânico, e pratica o sistema de rotação de culturas - que ajuda o solo e reflete positivamente nos alimentos. Isso faz com que o pequeno produtor não consiga gerar tanto quanto o grande proprietário, mas, apesar da diferença na quantidade de produção entre os dois produtores, a qualidade prevalece exponencialmente nos cultivos orgânicos. Dessa maneira, é necessário um rompimento na ideologia da subestimação do pequeno agricultor.
Assim sendo, é dever do governo junto com a FAO (Organizações Unidas para Alimentação e Cultura), que trabalha no combate à fome e à pobreza por meio da melhoria do desenvolvimento agrícola, fornecer uma distribuição de terras mais significativa aos pequenos produtores, assim como, também, aumentar seus recursos econômicos. Isso, por meio de políticas públicas e projetos para maior valorização da agricultura familiar. Com o fito de melhorar e qualificar ainda mais seu cultivo, para atender a população brasileira, que depende dessa produção. Destarte, a vantagem dos latifundiários sobre os minifundiários não será tão grande como era logo quando a Revolução Verde eclodiu.