A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 05/08/2021
A Revolução Francesa, no século XVIII, trouxe a questão de que a terra deveria ter um valor social, ou seja, o uso eficiente e produtivo da terra seria de interesse de toda a população. Nesse sentido, haveria a distruição de renda, possibilitando um acesso mais igualitário à terra aos pequenos produtores rurais. Embora, no Brasil hodierno, essa questão ainda não tenha sido colocada em prática, evidencia-se a importância do valor social da terra trazido pela agricultura familiar, principalmente no que tange a segurança alimentar e a geração de emprego.
Em primeira análise, cabe ressaltar os meios sustentáveis praticados pela agricultura familiar brasileira. Diferentemente do agronegócio e da crescente utilização de transgênicos, a agricultura da família produz segurança alimentar e bem estar social, apoiada na saúde geral e preservação do ambiente. Embora o agronegócio promova exportação, ele possui um caráter predominantemente econômico, relacionado ao lucro dos grandes produtores, indepentendemente das práticas utilizadas, tais como os agrotóxicos e, ao contrário disso, o pequeno produtor está intimamente ligado ao solo e à preservação do ecossistema, como por exemplo os quilombolas e a produção de frutas, legumes e verduras sem o uso de defensivos agrícolas, não havendo a poluição de áreas ao redor da plantação e o comprometimento dos animais, como as abelhas e, também, sem existir uma enorme concentração de renda, como é visto no agronegócio.
Outrossim, além de promover a segurança alimentar, a agricultura familiar também gera emprego. Dessa forma, ao utilizar a mão de obra dos familiares e agregados, obtém-se a inclusão de indivíduos que antes não tinham uma geração de renda, principalmente em regiões como o norte e nordeste - locais em que há grande quantidade de agricultura de comunidades tradicionais. Assim, a importância da agricultura familiar também é pautada na distruição de renda à população e, consoante à Revolução do século XVIII, agrega-se um valor social à terra, pautado no incentivo à uma sustentabilidade segura que gera lucro para essas comunidades. Isso é revelado com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em que, aproximadamente, dez milhões de pessoas são empregadas pela agricultura familiar nacional, evidenciando sua necessidade frente aos postos de trabalho do país.
Depreende-se, portanto, a necessidade de incentivo à agricultura familiar no Brasil. Assim, o Estado, em parceria com o Ministério da agricultura, através de uma reforma agrária, deve selecionar hectares que estão inutilizados e distribuí-los às comunidades agrícolas, visando à maior produção de alimentos livres de extensivos agricolas e distribuição de renda. Assim, a ideia da Revolução Francesa será colocada em prática no Brasil.