A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 07/08/2021
Segundo o filósofo Platão, a qualidade de vida é tão relevante quanto o viver em si. Todavia, percebe-se que, no Brasil, essa ideia está distante de ser cumprida, pois, de maneira inaceitável, a agricultura familiar é ausente, o que afasta a sociedade de atingir o bem-estar. Dessa forma, fica claro que a priorização de interesses financeiros, bem como a má distribuição de investimentos são precursores da problemática.
Em vista disso, a busca pelo lucro é um fator determinante para a persistência do problema. Nesse sentido, de acordo com o filósofo Schopenhauer o homem é modelado por 3 ações: compaixão, maldade e egoísmo. Desse modo, fica evidente que as desumanidades dos jogos de interesses pessoais levam o homem a agir de forma perversa, a exemplo da priorização de interesses financeiros, os quais amenizam a importância da agricultura familiar que além de gerar menos impactos ambientais também sustenta uma grande parcela da comunidade campestre, sendo um irrespeito descomunal com a comunidade e abranda o desenvolvimento social.
Ademais, a má distribuição de investimentos é um dos entraves para desconstruir o obstáculo. Nessa perspectiva, de acordo com Marx, a sociedade capitalista é regida por interesses monetários da classe dominante: a burguesia. Dessa maneira, para serem resolvidos problemas dentro desse contexto, faz-se necessárias aplicações financeiras. Entretanto, há uma lacuna de redistribuição de renda no que tange a agricultura familiar no Brasil, que tem sido negligenciada, a qual se expressa no grande número de elites agrárias, contrapondo com o cenário caótico dos pequenos produtores. Com isso, o pensamento de Platão dialoga com o de Marx, posto que é dever do Estado investir em ações que propiciem o aumento do bem-estar, sendo indispensável uma redistribuição de riquezas para isso.
Logo, cabe ao Ministério da Agricultura – visto que é o responsável por estabelecer ações e diretrizes agropecuárias – promover a expansão da agricultura familiar, por meio de subsídios a agricultores e profissionais, com o auxílio de geógrafos, engenheiros ambientais e agrônomos, a fim de mitigar a priorização por interesses financeiros e aumentar a quantidade de lavouras domésticas. Outrossim, o Estado deve estimular maiores investimentos, com auxílio de incentivos fiscais a empresas que ajudarem no desenvolvimento da agricultura familiar. Tais ações promoverão, certamente, uma sociedade que dá importância ao cultivo doméstico e atinge o bem-estar como afirma o filósofo Platão.