A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 31/08/2021

No Brasil, a Revolução Verde, momento histórico da modernização do campo, foi responsável por tonar o país o segundo maior exportador alimentício do mundo na atualidade. Entretanto, mesmo que a federação brasileira seja palco da monocultura exportadora, a agricultura familiar permanece de suma importância para o país, visto que é um inestimável agente de combate a fome e também um grande gerador de empregos no Brasil. Desse modo, seu destaque é exuberante.

Primeiramente, mesmo o Brasil sendo o 3º maior produtor alimentício do mundo, em 2020 voltou a configurar o Mapa Da Fome na ONU. Certamente, esse prólogo é de origem histórica, já que desde o período colonial e até a atualidade o sistema agrícola tem como base o sistema latifundiário e sua concentração de terras. Por sua vez, este tem como foco a exportação e não o abastecimento do mercado interno. Todavia, mesmo sendo apenas 23% da área agrícola, a agricultura familiar é responsável por 70% dos alimentos consumidos no Brasil, segundo o Governo Federal. Logo, sua importância é inquestionável no combate a fome.

Segundamente, em um país que de acordo com o IBGE tem 14,7% da população desempregada, as qualidades da agricultura familiar são de extrema necessidade. Por tanto, mesmo visto sua retraída de 9,5% em 2017 segundo o IBGE, este meio de produção ainda emprega cerca de 10,1 milhões de pessoas. Decerto, sua retração tem como um dos pressupostos a falta de pessoas novas com conhecimento na área. Mesmo assim, com o adequado estímulo a agricultura familiar pode gerar ainda mais empregos que os já produzidos, sendo de extrema relevância.

Por fim, como a agricultura familiar é de grande importância, a valorização de suas qualidades também é necessária. Dessa maneira, é preciso avanço do Governo na demarcação de terras com o auxílio do Movimento dos Sem Terra (MST), diminuindo a concentração de terras no Brasil. Essa, segundo o IBGE é muito alta, visto que 45% das terras agrícolas fica na mão de 1% dos produtores. Assim, isso possibilitara o estímulo da pequena propriedade rural junto da produção familiar, diminuindo os preços do setor alimentício brasileiro e reforçando o combate à fome. Hodiernamente, é necessário a oferta de cursos, oficinas e afins pelo Ministério da Agricultura, por meio da SENAI e outros meios, de modo a ensinar novas pessoas táticas para a produção agrária familiar, que com a demarcação de terras supracitada garantida, gerará ainda mais empregos. Certamente, assim a importância da agricultura familiar será cada vez maior.