A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 31/08/2021

Os seres humanos, ao longo de sua evolução, tornaram-se sedentários, isto é, fixaram-se à terra e se desenvolveram, principalmente, por meio da colheita de vegetais. Na contemporaneidade, com diversas formas de plantio criadas, discute-se, no Brasil, a importância da agricultura familiar. Assim, é necessário analisar as contribuições desse setor à economia e ao meio ambiente, e a sua desvalorização estatal perante aos latifundiários.

Antes de tudo, vale ressaltar que a produção dos pequenos proprietários beneficia o país de forma econômica e ambiental. Consoante ao documentário “Agricultura Tamanho Família”, lançado em 2014, esse tipo de plantação é a principal responsável pela alimentação dos brasileiros e que gera mínimos impactos à natureza. Afinal, a colheita das famílias movimenta o capital regional, ao gerar empregos e abastecer o comércio, e oferece produtos sustentáveis e de qualidade, por serem cultivados em pequena escala, preservarem o solo e praticamente não possuírem agrotóxicos.

Todavia, desde a Revolução Verde - desenvolvimento de biotecnologia alimentar ocorrida nos anos 60, que visa a produtividade -, o Brasil privilegia as monoculturas de exportação. Observa-se, então, que o governo, ao investir majoritariamente nos grandes latifúndios, prejudica o progresso das agriculturas locais. Dessa maneira, muitos núcleos familiares entram em falência, já que não conseguem adquirir tecnologia e lucro suficiente, pois não há medidas estatais que incentivem a sua permanência no mercado.

Percebe-se, portanto, que atitudes são necessárias para resolver os impasses. É fundamental que o Ministério da Agricultura atue para valorizar a agricultura familiar brasileira. Isso ocorreria por meio de investimentos nesse ramo, que facilitassem o acesso dos produtores a ferramentas tecnológicas, como máquinas de cultivo, a fim de eles permaneçam com as suas produções. Dessa forma, essas pequenas plantações, que respeitam o ambiente, oferecem qualidade alimentícia e geram fluxos econômicos regionais, seriam gradativamente mais reconhecidas.