A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 23/09/2021
O Brasil, país do Sul na divisão internacional do trabalho, e portanto, importante exportador de commodities, tem a partir do agronegócio uma produção com baixa margem de empregabilidade, e voltada à exportação. Assim sendo, depende-se da agricultura familiar para o abastecimento do mercado interno e geração de empregos no âmbito rural.
Nesse sentido, na esteira da alta do dólar no território nacional em decorrência da crise econômica intensificada pela COVID-19, é mais rentável para o agronegócio a diminuição da produção de culturas como arroz e feijão voltadas ao mercado interno, e dedicar-se quase exclusivamente aos produtos com vistas para o mercado externo. Visto que, como as vendas ocorrem em dólar, a margem de lucro é maior que seria no mercado interno. Logo, sem a agricultura familiar, o mercado brasileiro enfrentaria a falta de alimentos e a população enfretaria maiores preços tendo em vista a menor disponbilidade de produtos.
Além disso, o agronegócio funda-se no sistema intensivo. Ou seja, é concretizado em latifúndios com expressivo emprego de tecnologia - diminuindo a necessidade de contratação de mão de obra. Dessarte, o campo afunda-se em elevadas taxas de desemprego, levando à miséria da população, fator que pode ser observado principalmente no Norte e Nordeste do país. Em vista disso, a agricultura familiar mostra-se como potente força de reversão do cenário, uma vez que por ser menos mecanizada, emprega elevado contingente de indivíduos, diminuindo a repulsão criada no campo pelos grandes fazendeiros.
Dessarte, a agricultura familiar no Brasil deve ser estimulada. Para isso, é imperativo que o Governo aplique ambiciosos investimentos no setor através de capital proporcionado por empréstimos estrangeiros e cortes nos gastos com o agronegócio, com a finalidade de gerar empregos no campo e garantir o abastecimento do mercado interno.