A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 15/09/2021

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um ‘‘corpo biológico’’ por ser, assim como esse, composta por partes que interagem entre si. Logo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário que todos os direitos dos cidadãos sejam garantidos. Desse modo, é fato que a agricultura no Brasil é muito importante gerando cerca de um terço da economia do país, graças ao nosso ambiente favorável para plantio e criação de animais, entretanto, há uma má distribuição de terras e apoio governamental muito desigual, favorecendo os grandes agricultores e provocando cada vez mais a falta de incentivo aos pequenos produtores.

Outrossim, devemos salientar que os latifundiários são muito favorecidos pelo governo. O problema é que os minifúndios estão cada vez mais reduzindo sua produção. O agricultor familiar produz em pequena escala, porém com um vasta variedades de produtos de qualidade por um preço acessível sendo produzido cerca de 70% de cesta básica brasileira, além de gerar renda e emprego. Os grandes agricultores geram desmatamento e utilizam agrotóxicos, isso prova que a agricultura familiar é muito mais sustentável e deve ser incentivada.

Além disso, grandes latifundiários, donos de 80% de todas as terras agricultáveis, de acordo com o IBGE, além de não contribuírem em grande escala para prover alimentos aos cidadãos do país, possuem milhares de quilômetros de área improdutiva. Conforme o site ‘‘O Globo’’, mais de 175 milhões de hectares que poderiam estar produzindo alimentos estão completamente abandonados. Nesse contexto, a agricultura familiar é fortemente prejudicada, uma vez que muitas famílias que poderiam ter sua própria terra para viver e contribuir com a economia não o fazem pela falta dessa oportunidade em decorrência de concentração dessas terras nas mãos de poucas pessoas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Em suma, faz-se necessário uma reforma agrária drástica para a diminuição dessa desigualdade. Diante disso, é notório a urgência para que a agricultura de famílias rurais finalmente tenha sua importância. Pra tal, é imprescindível que, o Ministério da Agricultura, por ser o maior responsável pela administração das terras agrícolas, implemente, por meio da divisão das glebas rurais improdutivas para famílias que estão precisando dessas para sobreviver, um protocolo nacional que demostre como todas as plantações devem ser manejadas, visando a maximização qualitativa da produção. Assim, a redução da ineficiência das terras improdutivas, assim como o crescimento do modelo de agricultura familiar, será iminente.