A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 07/10/2021
De acordo com o Censo Agropecuário de 2017, o cultivo doméstico ocupa 23% das terras agriculturáveis no Brasil, e recebe apenas 14% dos financiamentos disponíveis. Tal realidade contrasta com a enorme relevância de tais produtores para a nação. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: o abastecimento do mercado interno, bem como os impactos ambientais.
Inicialmente, é relevante ressaltar que a maior parte dos legumes e verduras que estão na mesa dos brasileiros são provenientes de pequenas propriedades. Nesse contexto, segundo a Coprofam, essas fazendas produzem de 70% a 80% dos insumos que são consumidos no país. Partindo desse pressuposto, percebe-se que esse tipo de cultura é essencial para que o cidadão tenha a possibilidade de garantir sua segurança alimentar. Em contraposição, o Governo Federal congelou modalidades de financiamento destinados a esses cultivadores. Como desdobramento, o encerramento das atividades rurais pode indicar que algumas pessoas não tenham acesso a determinados alimentos.
Além disso, é inegável que o abuso de agrotóxicos e a monocultura provocam graves danos ao meio ambiente. Contrariamente, conforme o Greenpeace Brasil, o pequeno agricultor é protagonista do cultivo orgânico e agroecológico. Sob tal ótica, é significativo que o modelo de cultivo que alimenta os cidadãos seja o mesmo que tem a preocupação de preservar as riquezas naturais para as gerações futuras. Em decorrência do plantio consciente, a necessidade de fertilizantes e agrotóxicos diminui e as safras mais indicadas ao consumo.
Portanto, a fim de valorizar e incentivar a agricultura familiar, o Governo Federal deverá criar estímulos aos produtores por meio de financiamentos e incentivos fiscais. Essa ação deve ser realizada em parceria com instituições financeiras. Assim, será possível conservar o modelo de cultivo.