A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 11/10/2021
Segundo dados da Organização das Nações Unidas - ONU, na sociedade atual 80% de toda a produção mundial de alimentos tem origem da agricultura familiar. No entanto, apenas 20% das terras agrícolas no Brasil pertençam a esse modelo de produção e, em virtude disso são necessárias para mitigar os entraves existentes. Ademais, a negligência política e a concentração fundiária são agravantes da situação.
Em primeiro plano, é preciso destacar a negligência política como óbice nessa problemática. Segundo o filósofo émile Durkheim “a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, no qual se um órgão não opera de maneira adequada, toda a comunidade entra em desequilíbrio e desordem”. Nesse aspecto, é evidente que a negligência dos órgãos públicos com a gricultura familiar no Brasil causa prejuízos as familias que se veem obrigadas a migrar para a cidade por não conseguirem se na propriedade manter. Neste contexto, a falta de subsídios para estes agricultores gera grande perda de produção e lucro para a economia.
Em segundo plano, a concentração fundiária é outro agravante da situação. A Constituição Federal (1988) assegura, no artigo 3, os objetivos fundamentais sendo um deles o desenvolvimento nacional. Nessa perspectiva, é evidente que a concentração fundiária não gera desenvolvimento para o país. Conforme publicado no site “O Globo”, mais de 175 milhões de hectares que poderiam estar produzindo alimentos e gerando empregos estão completamente abandonados, prejudicando o desenvolvimento da agricultura familiar. Como resultado, muitas famílias não produzem pela falta de oportunidade decorrente da concentração dessas terras nas mãos de pessoas além disso, faz-se necessária uma reforma agrária drástica para a diminuição dessa desigualdade.
Portanto, caminhos devem ser elucidados para resolver esse impasse, levando em consideração as questões abordadas. Sendo assim, cabe ao Ministerio da Agricultura criar projetos que facilitem subsídios para estas famílias produzirem e se manterem no mercado de trabalho. Alem do mais, por ser o maior responsável pela administração das terras agrícolas, implemente, por meio da divisão das glebas rurais improdutivas para famílias que estão precisando dessas para sobreviver, um protocolo nacional que demonstre como todas as plantações devem ser manejadas, visando a maximização qualitativa da produção. Assim, a redução da ineficiência das terras improdutivas, assim como o crescimento do modelo de agricultura familiar, será iminente.