A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 13/10/2021
No Antigo Egito a agricultura era a principal atividade econômica da civilização egípcia. Essa prática foi fundamental para a sobrevivência dos egípcios, criando gradavitamente técnicas para sua evolução. Na atualidade, assim como no passado, a agricultura é de suma importância para a humanidade, tornando-se a base para a economia mundial. Porém, com o avanço da industrialização, a quantidade de agricultores familiares diminuiu drasticamente, aumentando a concentração fundiária e tirando o principal sustento dessas famílias, que vivem longe da zona urbana. Logo, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para priorizar a agricultura familiar no Brasil, uma vez que, segundo dados do Censo Agropecuário, cerca de 80% das terras no país são latifúndios, grandes propriedades agrícolas que pertencem a um proprietário. Nesse sentido, o setor agrícola sofre um impacto em sua economia, visto que os grupos familiares ocasionam diretamente a criação de renda na zona rural. Essa conjuntura, segundo o filósofo John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir o bem-estar social, o que infelizmente é evidente no país.
Ademais, é fundamental frisar o impacto positivo que esse tipo de agricultura causa no meio ambiente. Por ser uma produção em pequena escala e com uma maior variedade, os produtos são melhores e praticamente livres de agrotóxicos, não prejudicando o solo e a saúde da população. Ainda, de acordo com o Governo Federal, mais de 70% dos alimentos consumidos no país advém da agricultura familiar. Sendo assim, compreende-se que os agrícolas familiares são mais sustentáveis por trazerem consigo hábitos tradicionais e naturais, preservando a vida e a natureza, e também são os principais responsáveis pela alimentação da sociedade.
Portanto, é de suma importância que o Estado tome providências. Cabe ao Ministério da Agricultura, por meio de reformas agrárias, estabelecer uma porcentagem máxima de latifúndios no Brasil e proporcionar uma distribuição de terras, para tornar mais igualitária as oportunidades dos menos favorecidos. Além disso, em parceria com o Ministério da Educação, promover cursos técnicos em agricultura, para incentivar a população rural a persistir nessa atividade econômica. Somente assim, será possível estabelecer a importância da agricultura familiar no Brasil.