A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 25/10/2021
A agricultura familiar é toda forma de cultivo da terra e produção rural cuja administração e mão de obra são formadas por um grupo familiar. Dessa forma, tal cultivo garante uma produção saudável, sem excessos de agrotóxicos, gera renda à família produtora, possui uma diversidade de produtos e gera menos impactos ao meio ambiente, sendo um serviço de suma importância. Porém, embora seja constitucional o apoio monetário aos pequenos empresários, o setor sofre marginalização pelos órgãos públicos e afetam a renda de grupos familiares que ocupam a maior parte do setor.
Convém ressaltar, a princípio, que segundo o censo de 2017, realizado pelo IBGE (Instituto brasileiro de Geografia Estatística), cerca de 77% dos estabelecimentos agropecuários, no Brasil, são regidos por grupos familiares, logo, compreende à maioria. Por conseguinte, é importante salientar a teoria de Gilberto Dimenstein, jornalista brasileiro, em que disserta acerca da cidadania de papel, afirmando que, todavia, o país possua um conjunto de leis, elas estão retidas ao plano teórico e, dificilmente, são concretizadas no plano físico. Assim, a atitude do poder público de sonegar apoio financeiro aos agricultores de base familiar, sendo um direito garantido constitucionalmente, assume uma ruptura com a lei e impede que tal segmento da agricultura proporcione qualidade de vida aos envolvidos no sistema e aumento nos ganhos nacional, posto que, abrange a maior parte da produção.
Destarte, tal modo de produção familiar, confere grandes benefícios aos consumidores brasileiros. Contudo, o modelo patronal de agricultura utiliza muitos equipamentos tecnológicos e produtos fertilizantes – muitas vezes, além do permitido – em síntese, o exposto relaciona-se com a citação de Pierre Lévy, filósofo francês, ‘’ toda nova tecnologia cria seus excluídos’’, ou seja, o processo tecnológico da agricultura permite produções em larga escala e uma concorrência injusta com o método familiar, que depende de fatores físicos e recursos monetários externos. Em suma, a promoção de vantagens (dentre elas: produtos livres de agrotóxicos, maior variedade, fonte de renda de grupos familiares rurais, etc.), gerada pela forma menos valorizada, não recebe os devidos investimentos governamentais, impedindo seu crescimento e qualidade de vida aos trabalhadores.
Diante dos argumentos supracitados, por fim, é imperioso que o Governo Federal em parceria com o Ministério da Agricultura utilizem as estatísticas fornecidas pelo IBGE, que forneçam informações como: quantidade de estabelecimentos de agricultura de gerencia familiar, condições financeiras e qualidade de vida . Para que, enfim, consiga elaborar um fundo monetário para distribuição de crédito às famílias, praticantes da agricultura, que necessitam, e contribui para o mercado interno brasileiro juntamente com a qualidade fornecida à sociedade consumidora.