A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 02/11/2021
Stefan Zwing, crítico austríaco, afirmou, em uma de suas dissertações, que o Brasil é um país do futuro e que, em pouco tempo, deve superar seus problemas sociais. Entretanto, observa-se que essa superação ainda não foi concebida, haja vista que, hodiernamente, a agricultura familiar brasileira e a sua importância são negligenciadas. Em vista disso, analisam-se dois fatores para esse problema: o pouco incentivo estatal e a desvalorização do pequeno produtor por parte da população. Nesse sentido, tal cenário é inconcebível e merece um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeiro plano, o pouco incentivo estatal à agricultura familiar é um impasse para a sua aplicabilidade. Sob essa ótica, Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão invisível”, analisou que o Estado, muitas vezes, é inoperante para algumas parcelas da sociedade. No caso relativo às pequenas propriedades rurais, têm-se que isso é frequente desde o Império, quando a Lei de Terras privilegiou a capacidade produtiva dos latifúndios, de maneira que, até os dias atuais, esses são priorizados pelo Estado por meio da isenção de impostos, por exemplo. Dessa forma, a pouca ação estatal voltada aos pequenos produtores, indica o não reconhecimento da importância desses para a rotatividade econômica. Logo, deve-se analisar tal contexto para que se possam formular medidas cabíveis.
Além disso, a pouca valorização dos pequenos produtores é evidente no Brasil. Nessa perspectiva, Emile Durkheim afirma que a formação de uma consciência coletiva é indispensável para desenvolver a sociedade. Apesar disso, analisa-se que a criticidade dos indivíduos ainda é pouco voltada para a valorização dos minifúndios, visto que, as escolas, por exemplo, ainda não se adaptaram à condecorar os pequenos produtores, pois ainda é ensinada uma hierarquia de inferioridade desses frente ao agronegócio. Dessa forma, a sociedade ignora a importância da singularidade da agricultura familiar em levar alimento para os mais diversos locais do Brasil, por exemplo. Assim, fica clara a necessidade em valorizar, já durante a formação escolar, o valor da agricultura familiar.
Em suma, visualiza-se o quão crucial é a agricultura familiar, bem como a necessidade em superar os problemas ligados a ela. Portanto, o Ministério da Agricultura, por meio da reserva orçamentária, deve destinar recursos para a ampliação do financiamento da agricultura familiar e para a construção de centros comerciais para a venda da produção agrícola, tendo como objetico a ampliação do protagonismo desses e a ampliação da geração de renda para as famílias rurais. Ademais, as escolas destacar a influência da pequeno produtor na esfera social. Diante disso, orienta-se no sentido de vencer o cenário analisado por Dimenstein e de aproximar-se do retratado por Durkheim e, por fim garantir o bem-estar social.