A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 03/11/2021

Falta de apoio financeiro e má distribuição de terras agricultáveis. Essa é a realidade da agricultura familiar, a qual alimenta boa parte da população brasileira e contribui positivamente para a saúde pública e diminui os impactos ambientais. Nesse sentido, é imprescindível que haja investimento estatal para mudar esse cenário.

Convém ressaltar, a princípio, a relevância da agricultura familiar na saúde da população e no meio ambiente. A priori, devido ao uso de técnicas agrícolas tradicionais, isto é, um plantio orgânico, sem o uso de agrotóxicos ou plantas transgênicas - as quais podem desenvolver alergias ao consumidor -, tais alimentos nutrem de uma maneira mais plena e apropriada, visto que são naturais. Além disso, cabe destacar que a agricultura familiar emprega a policultura, a qual, do contrário da monocultura - plantio de uma única cultura, ação que empobrece o solo, o qual, a longo prazo, fica carente de nutrientes, e, consequentemente, diminui a produtividade agrícola - agride menos o meio ambiente.

Entretanto, tais agricultores não recebem um apoio governamental proporcional ao trabalho. Segundo o site Educa Mais Brasil, a agricultura familiar produz cerca de 70% dos alimentos no Brasil e dispõe apenas 20% das terras. Nesse sentido, observa-se um descaso estatal no que se refere a um fornecimento menos desigual dos solos a esses indivíduos, bem como ajuda financeira, como, por exemplo, sementes e ferramentas que possam ser utilizadas no plantio.

Em virtude do que foi mencionado, medidas devem ser tomadas. Logo, o Estado deve subsidiar os pequenos agricultores, por meio da distribuição de maquinários, sementes de alimentos e instrumentos agrícolas, para que a agricultura familiar continue fornecendo alimentos de qualidade e naturais para a população, sem degradar o meio ambiente.