A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 20/11/2021
Thomas Malthus, economista britânico do século XIX, apontava para a futura indisponibilidade de alimentos em virtude do elevado crescimento populacional do período. Contudo, sua análise não considerou o desenvolvimento de técnicas capazes de aumentar a produtividade do solo e dinamizar as diferentes modalidades de produção. No Brasil, por exemplo, a agricultura familiar atinge hoje proporções históricas e destaca-se por seu caráter sustentável e impacto na economia nacional, carecendo de medidas que ampliem seu alcance.
Sob esse viés, cabe ressaltar os efeitos da agricultura familiar no meio ambiente. O documentário brasileiro “O veneno está na mesa” evidencia a quantidade exorbitante de pesticidas e agrotóxicos aplicados anualmente pelo agronegócio brasileiro, responsáveis pela contaminação da água e do solo, além de implicações aos consumidores. Em contrapartida, a agricultura familiar destaca-se por empregar técnicas tradicionais de cultivo e controle biológico de pragas se comparadas ao do setor exposto. Com isso, mostra-se menos agressiva e poluidora do meio ambiente, além de coerente com as atuais demandas ecológicas de acordos internacionais.
Ademais, destaca-se a influência da modalidade no cenário nacional. De acordo com o portal de notícias G1, o a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam às mesas dos brasileiros, conforme censo do grupo AgroPec-Brasil. Nessa perspectiva, é possível perceber o tamanho do impacto agrícola familiar nacional na alimentação cotidiana dos brasileiros, sobretudo em relação à produção do agronegócio que destina-se, quase que em sua totalidade, à exportação. Como consequência, além de garantir uma alimentação mais orgânica e saudável, com grãos e vegetais, a agricultura familiar supre as demandas do mercado interno.
Entende-se, portanto, que a agricultura familiar é de extrema importância e deve ser potencializada no país. A fim de ampliar a alternativa, o Governo Federal, Poder Executivo no âmbito da União, pode, por meio de subsídios estatais, custear, total ou parcialmente, a logística de comercialização da produção agrícola familiar, com vistas a reduzir os gastos com o transporte e a distribuição nos centros urbanos para que a modalidade tenha vantagens competitivas frente à produção escalonada do agronegócio. Dessa forma, a agricultura familiar continuará a trazer, em termos de quantidade e qualidade, boas perspectivas alimentares e econômicas ao país.