A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 28/12/2021
Desde o período colonial, a agricultura representa a base da economia no território brasileiro, que desenvolveu-se a partir de arquipélagos econômicos, isto é, áreas isoladas entre si, nas quais predominavam a monocultura e o cultivo voltado ao mercado externo. No entanto, à medida que o Brasil solidificou-se politicamente e o seu povoamento tornou-se mais expressivo, uma outra modalidade de cultivo agropecuário popularizou-se e constitui, até hoje, a base do abastecimento de produtos alimentícios no país: a agricultura familiar. Por isso, essa atividade é considerada uma importante engrenagem econômica e social, pois nela reside a capacidade de suprir consideravelmente a demanda interna de alimentos, acrescida ainda de seu relevante papel como única fonte de renda de muitos brasileiros.
Em primeiro plano, a agricultura familiar deve ser exaltada como uma atividade econômica essencial em função de sua altíssima capacidade de produção. Segundo dados do Censo Agropecurário realizado em 2017, os agricultores familiares não só são responsáveis por 48% da produção nacional de café e banana, como também por 80% da produção de mandioca, 69% de abacaxi e 42% da produção de feijão. Logo, os números indicam uma participação fundamental dessa atividade na alimentação dos brasileiros, pois os produtos cultivados estão diariamente presentes no consumo da população.
Além disso, a agricultura familiar é considerada a única fonte de renda para milhares de famílias residentes na zona rural do país. De acordo com outros dados do Censo Agropecuário de 2017, a agricultura familiar emprega mais de 10 milhões de pessoas, o que representa aproximadamente 67% dos indivíduos ocupados na agropecuária. Assim, fica evidente que o investimento nessa modalidade de cultivo trará inquestionáveis benefícios à população brasileira.
Nesse sentido, o Ministério da Agricultura deveria criar um programa social voltado para reforma agrária, chamado “Minhas raízes”, cujo objetivo seria promover a distribuição de terras que não estivessem cumprindo uma função social a famílias despossuídas que morassem na zona rural e, desse modo, estimular ainda mais a produção promovida pela agricultura familiar, além de gerar fonte de renda a um número cada vez maior de trabalhadores rurais. Ademais, poderia ser disponibilizada uma linha de crédito para a compra de equipamentos necessários à prática agrícola, a fim de garantir melhores condições de cultivo aos grupos beneficiados pelo programa. Dessa forma, o Brasil caminhará para um futuro fértil e repleto de bons frutos.