A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 25/02/2022
No documentário “Solo Fértil”, da plataforma de streaming Netflix, é mostrado como a agricultura familiar incentiva a policultura e os benefícios dessa prática para a natureza. Em contrapartida, o governo subsidia a monocultura para exportação no Brasil e negligencia a importância do cultivo variado em uma mesma plantação. Por isso, é possível concluir que, ao visar o lucro, o Estado desestimula a cultura familiar e prejudica o meio ambiente e a saúde pública.
Nesse contexto, é válido ressaltar que, em um regime capitalista, é comum que a gestão dê preferência para atividades lucrativas no exterior. Em suma, as práticas familiares são de menor porte e voltadas para o mercado interno, enquanto as dos grandes latifundiários são focadas no externo, o que gera mais capital. Assim, o governo investe nessa última forma de agricultura com incentivos fiscais, o que torna a concorrência entre os produtos das duas técnicas desleal, fato apontado pelo documentário de Kip Andersen “Cowspiracy: o segredo da sustentabilidade”.
Dessa forma, a competição insidiosa gerada pelas questões supracitadas acarreta uma sobreposição de uma forma com relação a outra, o que impulsiona problemas com o uso desenfreado de agrotóxicos. Isso acontece porque, como dito nos documentários supracitados, a forma de cultivo monocultora estimula a proliferação de pragas e esgota mais rápido o solo, o que traz à tona a necessidade do uso de agroquímicos nas plantações. Primeiramente, essa ação é paradoxal, pois prejudica a terra para plantio e faz com que a demanda por esses químicos só aumente, o que causa o esgotamento do solo e aumenta o desmatamento para encontrar novas áreas de plantio ainda não esgotadas. Em segunda estância, os alimentos vendidos para a população são contaminados por esse uso descriminado, e isso aumenta os casos de intoxicação e envenenamento ocasionados pela ingestão dessas comidas.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente minimizar os impactos causados pela negligência do governo. Para isso, precisa criar subsídios que incentivem a policultura e acabar com os incentivos fiscais desenvolvidos para as monoculturas de exportação, por meio da elaboração de uma nova lei. Desse modo, os impactos ambientais serão reduzidos e a saúde dos brasileiros melhorada.