A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 20/05/2022

Atualmente, muita pouca relevância é dada para as famílias que sobrevivem criando bens do setor primário da economia brasileira. Segundo o IBGE, apesar de 70% dos produtos alimentícios que circulam no país serem oriundos de produções familiares, apenas 20% das terras disponíveis para plantio são destinadas a esse tipo de cultivo. Sabendo disso, é preciso pôr em destaque as principais causas desse problema: a existência de vários latifúndios e a falta de representatividade desse grupo no Congresso Nacional.

Em primeiro plano, os grandes latifundiários, donos de 80% de todas as terras agricultáveis, de acordo com o IBGE, além de não contribuírem em grande escala para prover alimentos aos cidadãos do país, possuem milhares de quilômetros de área improdutiva. Conforme o site “O Globo”, mais de 175 milhões de hectares que poderiam estar produzindo alimentos estão completamente abandonados.

Ademais, a força política atrelada às famílias donas de pequenos cultivos é tão insuficiente que até hoje é basilar a atuação de movimentos sociais, como o Movimento Sem Terra(MST) para representá-los perante a sociedade. A título de exemplificação, pode se ressaltar o golpe militar de 1° de abril de 1964, o qual ocorreu, majoritariamente, pela influência dos latifundiários na política brasileira, visto que, alguns dias antes, o ex-presidente João Goulart anunciou, em um comício, seus planos de distribuição das terras improdutivas. Logo, é fundamental que haja a fomentação do poder político dessa parcela tão importante para o país tupiniquim.

Diante disso, é notória a urgência para que a agricultura de famílias rurais finalmente tenha sua importância. Para tal, é imprescindível que, o Ministério da Agricultura, por ser o maior responsável pela administração das terras agrícolas, implemente, por meio da divisão das glebas rurais improdutivas para famílias que estão precisando dessas para sobreviver, um protocolo nacional que demonstre como todas as plantações devem ser manejadas, visando a maximização qualitativa da produção. Assim, a redução da ineficiência das terras improdutivas, assim como o crescimento do modelo de agricultura familiar, será iminente