A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 13/06/2022

A tortuosa história do Brasil, contada pelas autoras Schwartz e Starling no livro “Brasil: uma biografia”, apresenta as persistentes desigualdades enfrentadas pelos grupos que ocupam as periferias sociais, a citar, a população rural brasileira. Tal fator é demonstrado na desvalorização da agricultura familiar e na valorização de latifúndios. Assim, se faz, necessário analisar os alicerces dos entraves que impedem a valorização da agricultura familiar, a citar, omissão Estado e a invisibilidade atribuida socialmente a questão, no sentindo de buscar desbancar tais bases prejudiciais.

Primeiramente, cabe examinar a relação do Estado com trabalho familiar rural. Ademais, a ausência de políticas públicas específicas que valorizem a agricultura familiar é a realidade da política do país, resultando na extinção desses pequenos grupos econômicos. Sob esse viés, John Rawls, em sua obra “Uma teoria de Justiça”, um governo titulado ético é aquele que disponibiliza recursos para todos os setores públicos. Nesse contexto, torna-se evidente que o Brasil não é um exemplo ao pensamento do teórico, visto que negligência as dificuldades enfrentadas pelos pequenos agricultores, submentendo-os às periferias sociais e ao fortalecendo grandes latifundios.

A “teologia do traste”, elaborada por Manuel Barros, tem como principal característica perceber as situações que frequentemente são ignoradas ou esquecidas, a citar, a importância da agricultura familiar no Brasil. Compreende-se que o imaginário popular brasileiro não segue a “teologia do traste”, pois o mesmo segue invisibilizado e distante das pautas comumente vivenciadas no cotidiano, contribuindo, então, para desvalorização desses grupos.

Urge, pois, que medidas sejam tomadas com o intuito de se coibir o problema descorrido. Para tanto, cabe ao Ministério da Agricultura, em parceria com o Ministério da Educação, a implementação de cursos, voltados para agricultura, que capacitem esses pequenos grupos. Isto posto, cabe também disponibilizar debates, promovidos por esses trabalhadores ruais, nas escolas, sobre a importância da agricultura familiar. Portanto, desse modo, as persistentes desigualdades relatadas na obra de Schwartz e Starling poderam ser superadas.