A importância da agricultura familiar no Brasil
Enviada em 10/10/2022
No filme “Lua em Sagitário”, o protagonista sofre preconceito por ser do Movimento dos Sem Terra, o MST, um grupo que promove a igualdade social no campo e é contra a agricultura patronal. Assim como na obra, na realidade há muita discriminação contra os Sem Terra, vinda de uma crença que eles vão invadir propriedades privadas. No entanto, o intuito do grupo é ampliar a agricultura familiar, forma de produção muito respeitável, que ao se contrapor aos latifúndios por diminuir a desigualdade no âmbito rural a partir da divisão de terras em tamanhos equivalentes e por manter tradições e costumes que vão de encontro a Revolução Verde, acontecimento que transformou o cultivo em larga escala, é desvalorizada.
A primeira questão a ser abordada é como a agricultura familiar diminui a injustiça social por meio de uma melhor distribuição do espaço rural. Tal fato pode ser comprovado pela fala do economista Adam Smith “Onde há grande propriedade, há grande desigualdade”, mostrando que a valorização dos latifúndios é uma das principais causas da disparidade econômica no interior. Desta forma, ao rivalizar com a agricultura patronal nesse quesito a produção em baixa escala é subestimada por priorizar a igualdade e não o lucro.
Outro ponto a ser explicado é como essa forma de cultivo preserva procedimentos e estratégias tradicionais, muito esquecidas com o advento da Revolução Verde. Deve-se mencionar que este termo se refere a modernização do modo de produção agrícola, ocorrido no final do século XX e adotado nos latifúndios, por diminuir o trabalho humano. De tal maneira, o apagamento da cultura originária é intríseco a agricultura patronal, já que este defende a minimazação da mão-de-obra humana e o aumento do uso de máquinas.
Logo, deve ocorrer a implementação de políticas que valorizem a agricultura familiar, dada a sua importância. Primeiro, os Ministérios da Comunicação e Agricultura dvem lançar campanhas na televisão e na internet para desmistificar grupos como o MST, afim de aprimorar a tolerância e o conhecimento sobre técnica tradicionais. O Ministério da Agricultura deve estudar e planejar uma distribuição equivalente de terras, afim de diminuir a desigualdade no campo.