A importância da agricultura familiar no Brasil

Enviada em 12/05/2023

O artigo 6 da constituição brasileira de 1988 garante inúmeros direitos sociais ao povo. Dentre eles, o direito a alimentação. No território nacional, a prática da agricultura familiar é inegavelmente o principal pilar da alimentação da população. Nesse prisma, destacam-se dois aspectos: o impacto dessa atividade no âmbito socioeconômico e as vantagens das práticas utilizadas em relação à qualidade dos alimentos e da sustentabilidade.

Em primeira análise, evidencia-se o impacto que a agricultura familiar apresenta na socioeconomia brasileira. Sob essa ótica, a agricultura familiar representa, segundo dados do senso do IBGE de 2017, 76,8% das atividades agrárias em território nacional, apesar de ser executada em apenas 23% da área destinada à agricultura. Dessa forma, a agricultura familiar é responsável por abastecer a população em diversos alimentos, como o feijão, a mandioca, o leite, a carne aviária, bovina e suína. Dessarte, mesmo com as poucas terras dispostas a tal prática e a pouca mecanização disponibilizada, a agricultura familiar continua sendo a principal atividade a garantir a alimentação da sociedade.

Além disso, é notório como suas práticas afetam positivamente a qualidade dos alimentos e a relação com a sustentabilidade. Conforme exposto no artigo “Agricultura familiar e sustentabilidade: conceitos que andam juntos”, publicado no site da Unidesp, a técnica do rodízio no plantio da terra, faz com que o solo se recupere de maneira saudável e mais fértil, sem a necessidade de se utilizar agrotóxicos, fazendo com que os alimentos cultivados sejam mais saudáveis e menos nociva a saude humana. Todavia, apesar dos benefícios que a agricultura familiar produz, sua prática é limitada em relação a distribuição de terras no Brasil, em detrimento dos grandes latifundios utilizados para exportação.

Depreende-se, portanto, reformas a serem tomadas para ampliar a atuação da agricultura familiar nas terras agrícolas do país. Dessa maneira, cabe ao Governo Federal realizar a reforma agrária sobre as áreas improdutivas, visando a distribuição igualitária das terras e aumento de produção de alimetos, para que a produtividade agrária se dê de maneira sustentável e voltada para dentro do país. Somente assim, a indiscutível eficiência da agricultura familiar poderá ser elevada.