A importância da cultura digital no mercado de trabalho

Enviada em 09/07/2020

Desde a Revolução Industrial, as novas tecnologias revolucionam as formas de produção e modificam a relação entre sociedade e trabalho. Elas tornam possível obter maior produtividade em menos tempo sem o aumento da mão de obra. Assim, a cultura digital cria uma nova dinâmica no mercado de trabalho que impacta desde a quantidade de vagas disponíveis até a qualificação do funcionário.

Primeiramente, ressalta-se que a mecanização dos serviços gera desemprego. Dados do Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA) afirmam que mais da metade dos trabalhadores brasileiros serão substituídos por máquinas em 30 anos. Isso repercute no empobrecimento da população e pode gerar caos em uma sociedade. Como foi o caso do movimento ludista, aonde trabalhadores substituídos por máquinas se reuniram para destruí-las na tentativa de recuperar seus empregos. Logo, embora o avanço massivo das máquinas aumente o rendimento das empresas, contribui com os conflitos sociais e a pobreza.

Ademais, devido à cultura digital, o mercado exige um novo perfil de trabalhador, com capacidades mais intelectuais. Segundo a revista “exame” ao invés de força bruta, o funcionário moderno deve ser capaz de se adaptar as novas tecnologias para manusear softwares ou o maquinário da empresa. Dessa maneira, o mercado de trabalho do futuro exclui pessoas de baixa renda que, por não terem acesso à ferramentas digitais, carecem dessas novas qualificações.

Portanto, é mister que o Estado realize a inclusão das pessoas desamparadas devido à ascensão da cultura digital no mercado de trabalho. Para isso, aliado ao MEC (Ministério da Educação), ele deve oferecer cursos profissionalizantes gratuitos a fim de qualificar os cidadãos de baixa renda. Os cursos devem ser diferentes para cada estado e escolhidos de acordo com as vagas mais requisitadas na região. Dessa forma, a revolução trazida pela cultura tecnológica poderá favorecer toda a sociedade.